StartSe em Israel: Tecnologia para reconhecer craques do futebol

Avatar

Por Michel Bekhor

4 de novembro de 2016 às 09:41 - Atualizado há 4 anos

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

O fundador da Be Talent (www.betalentgroup.com), Netanel Luzon, afirma que teve o insight para sua startup antes de ter assistido ao filme “Moneyball: O Homem que Mudou o Jogo” (2011). Porém, quem conhece a história concordará que a proposta da empresa é fazer essencialmente a mesma coisa proposta pela trama: o uso intensivo de dados para identificar bons jogadores. Luzon recebeu este correspondente do Startse no hub de empreendedorismo SOSA, no sul de Tel Aviv, para uma entrevista “caixinha de surpresas”. Confira abaixo os principais trechos:

Qual problema a startup resolve?

O valor investido por clubes de futebol nas categorias de base é elevado (algo como R$ 300 mil por jogador entre 10 e 18 anos) e menos de 1% deles se tornam futebolistas profissionais. É, portanto, um negócio arriscado, que exige muito capital e afasta pequenas agremiações esportivas.

Como a startup quer resolver esse problema?

A plataforma da startup consolida, analisa e compara informações físicas, psicológicas, técnicas, morfológicas e de estilo de vida dos jogadores cadastrados para reconhecer aqueles com maior potencial. Alguns dados são coletados por meio de metodologias já em uso no mercado e outros, segundo avaliações proprietárias. Por reunir dados de uma quantidade elevada de indivíduos, a Be Talent quer ser o “LinkedIn dos Esportes”, ou seja, um marketplace onde clubes possam contratar jogadores com as características que faltam para seus times.

Em fase piloto

Com um ano de existência, a startup avança rápido em seu projeto. Está em fase de testes junto ao time Hapoel Beersheva e também negocia acordos com empresas que já possuem metodologias de desempenho esportivo.

De esportista a empreendedor

Perguntei ao esportista e ex-treinador como é o processo de transição para uma carreira empreendedora. Luzon diz que se depara com uma série de situações para as quais não havia sido preparado e, portanto, precisou angariar consultores e especialistas para complementar suas habilidades. “Eles me explicam e me aconselham – mas sempre sou eu quem toma a decisão final”.

Brasil e futuro

O empreendedor afirma que o Brasil pode se beneficiar de sua tecnologia. “O país tem um potencial de talento enorme que, com um pouco de ciência, pode ainda ser melhorado”, diz. Quando pergunto se a startup ajudará Israel a se classificar para a Copa do Mundo (apesar de o futebol ser uma grande paixão por aqui, o time nacional apenas participou das edições de 1950 e 1970), Luzon responde, sorridente: “Acho que sim, mas já adianto que a tecnologia não cria talentos, apenas ajuda a reconhecê-los e a dar um tratamento diferenciado”.

Sobre o Autor:

Michel Bekhor é jornalista e fundador da assessoria de imprensa para startups Press Works (www.pressworks.com.br). Já trabalhou em empresas como SAP, Oliver Wyman e A.T. Kearney, e na startup AlôHelp. Formado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas, em Marketing pela University of New South Wales e certificado em Assessoria de Imprensa pelo Senac.

Não deixe de entrar no grupo de discussão do StartSe no Facebook e de inscrever-se na nossa newsletter para receber o melhor de nosso conteúdo!

[php snippet=5]