Os produtos orgânicos vieram para ficar; veja ideias da Nova Zelândia ainda não criadas no Brasil

Sucos, refrigerantes, chás e até sorvetes orgânicos refletem uma tendência mundial ainda pouco explorada por empreendedores brasileiros

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Por Eduardo Glitz

10 de março de 2016 às 18:14 - Atualizado há 4 anos

A Nova Zelândia tem uma cultura voltada para o bem-estar. Não é à toa que está entre os países com a melhor qualidade de vida do mundo. E, exatamente por isso, é um ótimo mercado para produtos com perfil natural e orgânico. Foi o que o StartSe no Mundo viu nos mercados, nos bares e nas cafeterias, onde se encontra com frequência sucos, refrigerantes e sorvetes orgânicos.

Não há dúvida que esses produtos refletem uma tendência mundial de consumo, mas me parece que na Nova Zelândia eles estão na frente. Quando falamos das bebidas orgânicas, o preço é alto, na faixa de N$ 4,00 a N$ 5,00, ou seja, algo entre R$ 10,00 e R$ 13,00, mas as bebidas tradicionais de um modo geral também ficam nessa faixa.

Os exemplos de empresas que estão atuando no segmento são muitos. Destaco as que mais me chamaram atenção.

A Allganics é uma marca nova da Simple Squeezed, que já trabalha com sucos naturais há muitos anos e agora possui uma linha completa de bebidas orgânicas. São oito tipos diferentes de sucos, mais oito variedades de refrigerantes e quatro de chás, todos 100% orgânicos e já presentes nos principais pontos de venda da Nova Zelândia.

A Phoenix Organics, concorrente da Allganics, possui uma linha de produtos muito parecida e ainda conta com um energético para completar. Desconheço no Brasil alguma empresa com uma linha tão completa de bebidas orgânicas. E se pensarmos que a Nova Zelândia tem apenas 4 milhões de habitantes, em um país como o Brasil, com 200 milhões, mesmo com uma capacidade individual de consumo menor, pode ser uma boa oportunidade.

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Outro produto muito interessante é o Nice Blocks. São picolés e sorvetes 100% orgânicos. É uma empresa nova, criada em 2010 pelo Tommy e pelo James – eles assinam todos os produtos. O negócio surgiu quando buscavam produzir de forma artesanal um sorvete saudável para seus filhos. Hoje são oito sabores distribuídos nos principais pontos de venda do país, com freezers exclusivos e embalagens de dar água na boca. Eles possuem o selo “Fair Trade”, que garante uma melhor relação de negócio entre os produtores rurais e a indústria. O picolé e o sorvete também me parecem exemplos interessantes e que não temos empresas atuando dessa forma no Brasil.

Sejam bebidas, frutas, comidas ou sorvete, está claro que a tendência dos orgânicos veio para ficar. Vimos aqui exemplos de produtos que ainda não temos no Brasil. Vamos torcer para que empreendedores se motivem para entrar com força nesse mercado. Nossa saúde só tem a agradecer.

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