O paradoxo Spotify: entenda como as startups melhoram a economia

Da Redação

Por Da Redação

26 de setembro de 2016 às 11:57 - Atualizado há 4 anos

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Pense que antes você gastava R$ 50 para comprar um álbum, mas que agora gasta apenas R$ 15 para vários álbuns (quantos você quiser). Parece uma melhoria muito óbvia na sua capacidade de ouvir a música que quiser, quando quiser, correto? SIM!

Mas, por incrível que pareça, esse tipo de mudança é “negativa” para um dos principais indicadores da economia: o PIB (Produto Interno Bruto). Você tem mais, mas os indicadores econômicos fazem parecer que você tem… menos.

Neste ponto da economia mundial, deveríamos estar experimentando um fenômeno de hiperinflação nos países desenvolvidos – depois de períodos de estímulos monetários pesados. E ao mesmo tempo, o crescimento do PIB deveria acompanhar esta hiperinflação. Mas não está acompanhando.

Antigamente, a economia era apenas de produtos físicos. Hoje, ela depende cada vez mais de produtos intangíveis e virtuais. Isso é um problema para os economistas que mediam o desempenho da economia baseado na quantidade de cópias de um produto que é vendida.

Se antigamente você poderia contar quantos carros saem de uma fábrica ou quantos navios atracam em um porto – e ter uma noção de como a economia anda -, atualmente uma assinatura de um serviço como o Spotify não entra em nenhum desses indicadores.

E só vai parar no PIB sueco (país de origem do Spotify) meses depois, quando a empresa paga seus impostos. E dificilmente ele vai ser identificado no país de origem da compra de assinatura – mas será notado que aquele consumidor vai parar de comprar CDs de música. E embora ele tenha mais do que queria, vai parecer, para o indicador econômico, que não.

Só que agora ele tem R$ 35 livres para gastar em outra coisa. No fim das contas, o Spotify te fez mais rico. Essa é a vantagem do Spotify e outras empresas de tecnologia: permitem que serviços antes físicos sejam digitalizados, baixando (e muito) o preço equivalente. E isso torna a economia muito mais eficiente.

Essa é a tese de James Pomeroy, economista-global do HSBC, que argumenta em estudo que os serviços digitais puxam os preços para baixo. Para ele, a interpretação dos Bancos Centrais de que se não há inflação nos países desenvolvidos, é por que a economia está em recessão, está errada.

Não há inflação pois serviços como Uber, Airbnb e Spotify estão mudando a estrutura de preço e jogando os preços para baixo. Por isso no Reino Unido, exemplo de Pomeroy, há um baixo nível de desemprego e baixa inflação –o que vem deixando os economistas intrigados…

Para Pomeroy, a sugestão é mudar as métricas para conseguir contabilizar as vendas digitais, como a assinatura do Spotify. Afinal, em um mundo de preços caindo, as pessoas são mais ricas não por que ganham mais, e sim por poderem fazer mais com aquela mesma quantidade de dinheiro.

(Via Business Insider)

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