Hidrogênio metálico, o “santo graal” da física, desaparece!

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Por Lucas Bicudo

23 de fevereiro de 2017 às 18:26 - Atualizado há 4 anos

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Lembra do hidrogênio metálico? O “santo graal” da física? A substância que permitiria que foguetes atingissem a órbita em um único estágio e que, possivelmente, seríamos capazes de explorar outros mundos e ir muito além do que já fomos? O material que também poderia ser usado como um supercondutor, funcional em temperatura ambiente – o que economizaria muita energia e dinheiro? Enfim, o elemento que revolucionaria muita coisa? Pois bem, ele desapareceu.

Dá até um embrulho no estômago escrever essa segunda matéria sobre o assunto.

A amostra minúscula estava sendo mantida entre dois diamantes, sob uma pressão maior do que a encontrada no centro da terra, em uma temperatura próxima ao zero absoluto, enquanto era estudada.

Mas uma tentativa de medir a pressão usando um laser de baixa potência foi desastrosa. Um pequeno “clique” indicou que um dos diamantes tinha quebrado e se transformado em poeira.

Dizendo que seu “coração havia quebrado junto ao diamante”, o líder da pesquisa, Isaac Silvera, anunciou que a falha catastrófica resultou na perda do hidrogênio metálico. Há algumas explicações acerca da falta de evidência da amostra no que sobrou do experimento.

Pode ser que ela esteja perdida em algum lugar dentro da “junta” de metal usada para contê-la entre os diamantes. Também pode significar que o hidrogênio metálico era instável e que se transformou em gás quando estava à temperatura ambiente e pressão normal, no que seria um grande revés para qualquer esperança de um novo material.

Alguns físicos chegaram a afirmar que a amostra nunca foi realmente criada. Escrevendo na revista Nature, eles alegaram que as medições das qualidades reflexivas não eram prova conclusiva de hidrogênio metálico.

No entanto, o professor Silvera, que vem tentando criar a substância há décadas, disse que a ausência “não sugere nada, sugere que não conseguimos encontrá-lo”.

A controvérsia existe porque Silvera e seu parceiro Dias decidiram manter a amostra pressionada entre os diamantes, para estudar suas propriedades. Isso significa que só podia ser visto através da distorção do prisma. Além disso, uma tira de alumina não-metálico e transparente tinha sido usada para proteger os diamantes do hidrogênio.

Assim, alguns especialistas sugeriram que as reflexões usadas como prova do hidrogênio metálico poderiam realmente ter vindo da alumina, depois de ter sido transformada em metal pela pressão extrema.

(via Independent)

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