Grandes bancos usam startup para formar rede de pagamentos internacional

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Por Lucas Bicudo

26 de setembro de 2016 às 12:17 - Atualizado há 4 anos

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Bank of America, Santander e Royal Bank of Canada anunciaram hoje uma aliança para criar uma rede global de pagamentos em blockchain usando a tecnologia de contabilidade da startup Ripple. Em um blockchain, cada transação é digitalmente reconhecida para garantir sua autenticidade e que ninguém adultere a negociação.

UniCredit, Santard Chartered e Westpac Banking Corporation também juntaram forças ao projeto, que procura formar a base de uma rede global que realiza um serviço similar ao de mensagens inter-bancárias do Swift, mas com tempo de liquidação quase instantânea. É mais uma prova de como as startups de fintech podem melhorar o sistema monetário e a vida das pessoas – e é para isso que criamos o Fintech Class.

A primeira missão do Global Payments Steering Group (GPSG) é a criação e manutenção de um livro de regras de transações de pagamentos e normas formais. Em seguida, a pretensão é se tornar um organismo regulador internacional dessas regras.

“As mensagens que atravessam fronteiras hoje estão com o Swift. A maneira como as pessoas movimentam dinheiro através dessas fronteiras está com o Swift. É nisso que nós pensamos poder fazer melhor com a Ripple”, diz Marcus Treacher, chefe de estratégias de contas da startup.

As novidades vêm na cola do anúncio de que a Ripple levantou US$ 55 milhões no começo desse mês, para expandir seus projetos já existentes. A startup já arrecadou mais de US$ 90 milhões em venture capital até agora.

Agora, os bancos envolvidos estão focados em elaborar as regras do livro, de acordo com Treacher. O primeiro passo é um acordo padronizado que estabelece os termos e condições que um banco deve concordar a fim de juntar-se ao GPSG, detalhando como as transações serão processadas e que tipos de informações serão trocadas.

A segunda etapa envolve a criação de um “documento de padrões funcionais”, que permitirá que os vários bancos possam interagir através de suas moedas e jurisdições. “Como sempre, o diabo está nos detalhes”, diz Julio Faura, diretor de pesquisa e desenvolvimento do Santander, em um comunicado. “Estamos nos unindo ao GPSG a fim de contribuir para a definição dos padrões e processos que a indústria agora precisa para seguir em frente e construir melhores redes de pagamentos”, finaliza.

(via CoinDesk)

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