A GM pretende mudar a forma como você enxerga seu carro em apenas 5 anos

Da Redação

Por Da Redação

12 de dezembro de 2016 às 16:27 - Atualizado há 4 anos

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Todos os dias pela manhã, perco algum tempo da minha vida me deslocando da minha casa até o escritório do StartSe. Um tempo que, com certeza, poderia ser muito mais produtivo do que é. E é essa a aposta da presidente da GM: Mary Barra, que destacou que você vai estar trabalhando dentro de seu carro em 5 anos.

A declaração, feita ao portal americano Business Insider, mostra o quão rápido estamos caminhando frente a autonomia total de carros. É uma das tecnologias mais interessantes e que mais vão mudar a humanidade em pouquíssimo tempo – um dos assuntos abordados no Conexão Vale do Silício, nosso programa para tratar de inovação.

Barra é certamente uma das pessoas que veem o futuro do jeito que nós vemos aqui dentro do StartSe. Ela, claramente, é uma fã de startups e quer que a GM trabalhe conjuntamente com esse tipo de companhia. Durante a sua presidência da GM, a executiva comprou a Cruise Automation, investiu US$ 500 milhões no maior rival da Uber, o Lyft, e lançou o primeiro carro elétrico da companhia para longas distancias, o Bolt.

E esse é só o começo da parceria entre a maior montadora do mundo e as tecnologias que vão moldar o futuro.

A expectativa de Mary Barra é que o seu carro vire uma espécie de segundo escritório, e que esse tempo que você passa deslocando-se de casa até o seu trabalho se torne produtivo para ti. Isso só é possível de alcançar com tecnologia de carros autônomos, que se dirigem sozinhos, ou com um aumento significativo da quantidade de carros compartilhados através de soluções como o próprio Lyft.

E isso é algo que Barra pretende fazer nos próximos meses: o primeiro carro a ter esse tipo de teste será o Bolt, o elétrico – que vira com a possibilidade de se transformar em um carro autônomo ou de  incluí-lo na rede de compartilhamento da Lyft automaticamente. “Quando olhamos melhor para essa situação, tudo se encaixa perfeitamente: elétricos, autônomos e compartilhados. As pessoas ainda querem chegar do ponto A até o ponto B, e acreditamos que autonomia vai ser uma grande parte disso”, destaca.

A começar pelo Lyft

O começo será a expansão da rede do Lyft, que é uma das principais ferramentas para a transformação da companhia. A GM, assim como a Ford e todas as outras, quer deixar de ser uma montadora e se transformar em uma empresa de mobilidade. “Vamos começar com a perspectiva de compartilhamento e evoluir daí. Mas estamos próximos do cenário em que alguém entra em uma concessionaria e sai com um carro autônomo”, salienta a presidente.

A empresa está investindo pesado neste tipo de tecnologia. Contudo, até agora, ela não dá nenhuma data de quando pretende começar a vender carros completamente autônomos no mercado. A GM está testando carros autônomos em duas localidades separadas, contudo.

O primeiro ponto de testes é São Francisco, no coração do Vale do Silício, enquanto o segundo é em Scottsdale, no estado do Arizona. São 40 carros autônomos em teste atualmente. “Estamos testando e estamos nos movimentando muito rapidamente. Estamos muito comprometidos com autonomia e fazendo isso com segurança e agressividade”, explica a executiva.

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