Fintech promete matar uma gigante do setor financeiro (e os bancos)

Da Redação

Por Da Redação

25 de outubro de 2016 às 13:47 - Atualizado há 4 anos

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A Western Union é uma das empresas do setor financeiro mais fortes da história. Com mais de 150 anos de idade e operações em 200 países diferentes, a companhia é certamente um dos nomes de mais fácil reconhecimento em todo o globo.

Tudo nasceu com uma invenção muito simples: o telégrafo. Hoje é fácil rir deste tipo de tecnologia, mas ela permitiu o nascimento. Ali, nasceu um negócio de mais um século e que se adaptou ao telefone, rádio e internet: a possibilidade de enviar dinheiro em longas distâncias em curtíssimo tempo.

Primeiro, o Western Union atingia só alguns estados americanos (isso foi antes da Guerra da Secessão!) e alguns dos principais países da Europa. Depois, se tornou uma das marcas mais conhecidas do mundo, tão necessária para quem tivesse parentes morando em outros países e queria mandar dinheiro para essas pessoas.

Agora, depois de ver a morte do Velho Oeste, a Primeira e Segundas Guerras Mundiais, o surgimento e morte do socialismo soviético (junto com a Guerra Fria), a independência de toda a África e Ásia colonizadas pelos Europeus, o Western Union está ameaçado. Está ameaçado por algumas startups que estão surgindo e revolucionando como as pessoas enviam dinheiro para os outros.

E uma das principais neste segmento é a londrina TransferWise, fundada pelos estonianos Taavet Hinrikus e Kristo Käärmann – ambos moradores da cidade, mas que possuíam alguns problemas de câmbio e transferência. Hinrikus, funcionário do Skype, era pago em euros através de um banco da Estônia e precisava convertê-los para libras. Kristo era pago em libras através de um banco inglês, mas enviava dinheiro para sua família na Estônia e precisava de transformar suas libras em euros.

Nenhum dos dois era satisfeito com as taxas que pagavam para os grandes bancos e para a própria Western Union para fazer essas transferências. Então decidiram que iam fazer essa transação entre eles (sem que um precisasse realizar uma operação internacional). Então Kristo transferia suas libras para o banco inglês de Hinrikus, que, por sua vez, transferia seus euros para a família de Kristo. Fugiriam das taxas assim.

Deu certo. E virou negócio. A TransferWise nasceu assim e hoje já vale US$ 1,5 bilhão, se tornando um dos unicórnios do mundo. Funciona de maneira simples: pense que José, nos Estados Unidos, quer mandar R$ 100 para Maria, no Brasil. Enquanto isso, Vânia, no Brasil, quer mandar R$ 100 para Alan, nos Estados Unidos.

A startup conecta essas quatro pessoas e as organiza: Vânia manda R$ 100 para Maria, enquanto José envia o seu dinheiro para Alan. No fim, todo mundo que devia enviar dinheiro acaba enviando seu dinheiro sem transferir para fora de seu país – e as pessoas que deveriam receber também recebem. E assim, todo mundo foge das taxas.

O grande problema é que nem sempre há a mesma quantidade de pessoas enviando e recebendo dinheiro dos mesmos países – o que obriga a TransferWise a fechar algumas operações com seu próprio dinheiro e transferir a quantia entre si mesma pelos países, que é o modelo de negócios da Western Union. Mas esse é um avanço perante o que a Western Union faz: se antes 100% das operações eram assim, agora apenas uma fração delas seguem assim.

A companhia ainda não deu lucro, mas as expectativas dos fundadores são elevadas. “Como a Western Union vai sobreviver a isso? Não vai! E o mesmo se aplicar aos grandes bancos”, disse Hinrikus em uma entrevista à Bloomberg.

De fato, grandes expectativas existem sobre a TransferWise assim como sobre outras tantas fintechs. Para ajudá-lo a entender o tema, o StartSe faz sua parte com três iniciativas para explicá-los como funciona o segmento: o primeiro é um hangout (já realizado e que você pode assistir a gravação AGORA MESMO) com Marcelo Maisonnave, fundador da XP Investimentos e grande investidor em fintechs. A segunda é um hangout com Caio Poli, Head de Costumer Experience do Nubank, a principal startup do setor no Brasil.

E a nossa última e melhor iniciativa é o Fintech Class (clique aqui para conhecer) – que reúne os principais nomes do setor em São Paulo para um megaevento. Isso envolve o Nubank, o próprio Marcelo Maisonnave, o Banco Original e algumas das startups mais promissoras do mercado, como GuiaBolso, Banco Neon.

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