Fintech levanta US$ 13,3 milhões para mudar mercado de US$ 600 trilhões

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Por Lucas Bicudo

5 de outubro de 2016 às 15:38 - Atualizado há 4 anos

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A OpenGamma, uma fintech que ajuda empresas a gerenciarem risco e capital no mercado de derivativos, levantou em uma rodada de investimentos o valor de US$ 13,3 milhões. A quantia foi liderada pelo fundo de VC da Accel, da corretora britânica ICAP, que recentemente pivoteou seu negócio para o investimento em fintechs, e Cristóbal Conde, ex-CEO da companhia de softwares de finanças SunGard. Conde é, inclusive, um dos membros do conselho da startup.

Um derivativo é um contrato entre duas partes em que uma paga dinheiro para outra dependendo do desempenho de algum outro ativo subjacente, tal como o ouro ou ações. O valor total desses contratos no mundo todo é de mais de US$ 600 trilhões, de acordo com o Bank for International Settlements.

As empresas envolvidas nesse acordo precisam postar uma garantia para cada negociação, que é uma determinada quantia de dinheiro que mostra que elas aguentarão o baque no caso de a negociação ir contra ao seu favor. Calcular quanto de dinheiro precisa ser posto na garantia e a exposição da companhia diante da perda pode ser bastante complicado e trabalhoso.

É aí que a OpenGamma atua. E ela é mais um exemplo de startups que estão revolucionando mercados inteiros, principalmente no mercado financeiro, as Fintechs. Por isso o StartSe criou o Fintech Class – o maior evento sobre o assunto no Brasil. Para conhecer (e se inscrever) clique aqui.

O CEO Peter Rippon diz: “após a crise financeira, esse negócio entre duas partes precisava de uma terceira que regulamentaria os acordos, como casas de liquidação. Você tem empresas individuais postando grandes margens, que podem ser literalmente de bilhões de dólares, em casas de liquidação. Nosso software ajuda elas a otimizarem a quantia que estão colocando nessas casas, criando mais responsabilidade. A regulamentação é que está criando a carência que buscamos suprir”.

Fundada em 2009, a OpenGamma já levantou a quantia de US$ 40 milhões. A Accel e ICAP já eram investidores. Rippon diz que a quantia levantada na última rodada será usada para captar mais clientes para sua solução.

“Nós passamos os últimos anos construindo os alicerces para nossa oferta – uma biblioteca open source e soluções em SaaS – e agora o fundo nos permitirá acelerar nossa estratégia de mercado e entrega de soluções para uma quantidade maior de clientes”, finaliza.

(via Business Insider)

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