Fabricante do iPhone deverá substituir todos os humanos por robôs

Da Redação

Por Da Redação

2 de janeiro de 2017 às 11:16 - Atualizado há 4 anos

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Conhece a Foxconn? É uma empresa que produz uma infinidade dos eletrônicos que você usa. Sediada em Taiwan, a Foxconn tem fábricas gigantes na China, onde por anos usou a mão de obra barata do país para inundar o mundo de iPhones, Playstations, computadores…

Só que começou isso começou a ficar caro.

E agora, a empresa deverá passar por uma grande transformação: trocar o trabalho humano por robôs. Dai Jian-Peng, gerente geral da empresa, destacou que tem um plano de três fases para automatizar suas fábricas com software e robôs, chamados Foxbots – a empresa já produz 10.000 deles por ano para tal.

As fases

A primeira fase envolve trocar o trabalho perigoso ou extremamente repetitivo que humanos não costumam gostar de fazer. A segunda fase é para otimizar o processo de produção, reduzindo o excesso de robôs. E a terceira fase seria automatizar toda a fábrica, com “apenas alguns humanos para produção, logística, testes e inspeção”, destaca o gerente.

Contudo, a companhia ainda deverá fazer isso de maneira gradual: só espera ter 30% das fábricas automatizadas até 2020. Só que pelo gigantismo dessas fábricas, muitos dos empregos já foram substituídos pelo trabalho de robôs: 60.000. Contudo, a empresa ainda tem 1,2 milhão de empregados em fábricas.

A maior de todas fica em Zhengzou e produz cerca de 500.000 iPhones por dia. Ela é uma das que estão sendo automatizadas mais rápidas: algumas das linhas de produção já estão na fase 2.

No longo prazo, essa troca deverá fazer com que a companhia economize muito – embora o gasto de capital seja elevadíssimo neste momento. É difícil e caro automatizar uma fábrica, portanto isso só passará a acontecer quando o trabalho humano começar a ficar muito caro. Assim, as máquinas trarão a competitividade para estas fábricas novamente.

É uma forma de manter custos baixos que faz sentido em países onde o trabalho humano é tido como caro, igual o Brasil. Contudo, fica claro que por causa dessas automatizações, o governo deverá criar uma rede de assistencialismo social– algo já proposto por Elon Musk. Esse é um assunto de debate no Conexão Vale do Silício, nosso programa quinzenal para tratar de inovação.

A ideia é que robôs melhore a vida das pessoas e leve a humanidade para uma nova era de prosperidade – e não ajude a desgraçar de vez a vida de quem perde os empregos. A Foxconn é conhecidíssima pela má qualidade de trabalho para os seus funcionários, e já teve que instalar redes nas janelas para impedir um surto de suicídio que estavam acontecendo em suas fábricas e alojamentos.

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