Em Portugal, taxistas acham que encontraram uma ARMA contra aplicativos

Da Redação

Por Da Redação

31 de outubro de 2016 às 22:36 - Atualizado há 4 anos

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Estou em Portugal esta semana, em Lisboa, para o prêmio EDP Open Innovation, que juntou 15 startups do setor de energia para uma grande final – sendo que, várias delas, são brasileiras.

País novo é sempre bom para analisar os costumes que os locais possuem. E, talvez, um dos principais seja como as pessoas chamam os carros, sejam transporte de pessoas comuns (como a Uber) ou táxis.

Daí vem a seguinte história, que vale como uma grande anedota de como algumas tecnologias demoram para pegar em certos lugares e como podemos ser cegos para iniciativas que podem matar nossos negócios.

Pegamos um táxi na frente do hotel e fomos em direção ao edifício do EDP Starter, a iniciativa da EDP para startups. Era uma grande corrida, de mais de 12 euros. Ou seja, tempo mais que sobra para conversar com o taxista, um senhorzinho com uns 60 anos de idade. Quem conhece Lisboa sabe que com 12 euros você dá umas três voltas na cidade. Ela não é exatamente grande…

Papo vem e papo vai, reparo que ele tem um quadrado amarelo escrito 99 pendurado no retrovisor. Bingo. Pretexto para mudar o assunto para tecnologia. Pergunto se ele gosta do aplicativo, mas ele diz que aquilo é só um cheirinho para o carro. Pergunto se ele usa aplicativos, mas ele diz não gostar disso.

“Não uso, alguns colegas mais jovens usam e gostam”, admite, porém, com orgulho. Mas ele diz não entender exatamente o que faz o aplicativo. Eu explico, com cuidado, exatamente o que é o 99Táxis, como isso poderia ajudá-lo a conseguir mais corridas.

E é aí que ele me conta de algo revolucionário em Portugal (que talvez exista na Espanha também): um número que você liga e ela LHE CHAMA UM TÁXI!! “Aqui em Portugal temos um tipo de empresa que faz isso. Você liga nesta central e ela manda o táxi mais perto para você. Funciona muito bem”, disse, apontando para o trambolho que ali estava e que serve para comunicar com a central.

Bom, a última vez que eu usei uma central de táxis foi em 2010. E foi uma experiência ruim: liguei, pedi o táxi, demoraram 20 minutos para me ligar novamente dizendo que acharam o carro. E ele demorou mais uns 20 minutos para chegar onde eu estava. Com o aplicativo eu simplesmente aperto um botão e o mais próximo vem rapidinho para onde eu estou.

Passo a dizer que isso também existia no Brasil. E que as empresas estão em sérias dificuldades por conta dos aplicativos. Que a ordem natural, creio eu, é que essas empresas deixem de existir em menos de 2 anos. É naturalmente MUITO atrasado.

“Ah, é? Claro”, desdenha. Natural, acho que se um português entrasse no escritório do StartSe em São Paulo e dissesse que lá não há jornalistas, ficaria bravo também. Fui inconveniente, mas é meu entusiasmo natural por tecnologia, creio eu. Acho que ele não vai procurar. E enquanto os lisboetas também não o fizerem (e a imensa quantidade de turistas na cidade), não tem mesmo motivo…

Pode parecer uma história tonta, mas para mim diz muito sobre a visão do local sobre a tecnologia. MUITOS negócios inovadores vão surgir nos próximos anos para disruptar modelos estabelecidos, como o das centrais de táxis.

Para se preparar para as mudanças, sugiro duas iniciativas do StartSe: a primeira é entrar no Grupo de Discussão do Facebook, onde podemos te ajudar a melhorar seus processos. A outra é o curso “Desperte seu espírito empreendedor”, com Ricardo Bellino – para te ajudar a superar as dificuldades e enfrentar de frente o mundo, conseguindo criar, espero, um modelo de negócios que consiga ARREBENTAR um negócio tradicional.

O empreendedorismo e a tecnologia vão MUDAR o mundo (incluindo Portugal!)

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