Depois de falir, Kodak está tentando ressuscitar com smartphones de fotos

Da Redação

Por Da Redação

29 de novembro de 2016 às 11:17 - Atualizado há 4 anos

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A Kodak está lançando um novo smartphone, especializado em fotografias, chamado Kodak Ektra – com uma câmera de 21 megapixels, fora hardware e software feitos especialmente para proporcionar uma excelente experiência fotográfica. Até o design lembra uma câmera.

Essa é uma tentativa da Kodak de ressuscitar, depois de anos conturbados que terminaram com a empresa pedindo falência em 2012 – com a queda e destruição de seus principais mercados, de câmeras fotográficas e filmes fotográficos. A marca continua, mas a empresa é completamente diferente da que existia e foi uma gigante.

A falta de inovação é o principal motivo para mortalidade de gigantes como a Kodak – empresas que conseguiram se tornar sinônimos de seus mercados, mas que perderam o fio da meada e acabaram em dificuldades. Foi por isso que criamos o Corporate Class, um evento exclusivo em São Paulo para conectar startups com grandes empresas e ensinar para elas a terem uma relação proveitosa – que possa resultar em grandes avanços de inovação.

O mais trágico é que a Kodak desenvolveu as tecnologias que a mataram: ainda na década de 70, a companhia desenvolveu a câmera digital. Resolveu, porém, não vender a novidade para não prejudicar a venda de filmes fotográficos.

Deu no que deu. Algumas décadas depois, as câmeras digitais vieram com força e tiraram da Kodak o posto de marca mais forte no mundo da fotografia. A empresa passou a ter prejuízos recorrentes e começou uma crise que durou anos, terminando no pedido de falência no dia 19 de janeiro de 2012.

Desde então, a Kodak entendeu que o dispositivo usado para fotografia atualmente é o smartphone, e vem apostando na construção de celulares android com boa capacidade de fotografia. O Ektra é apenas o melhor e mais novo deles – e vem com muitas funções para os entusiastas de foto, como abertura manual da lente.

A Kodak tem um caminho longo para percorrer antes de se tornar um nome e marca sinônimos com fotografia novamente. Teria sido mais fácil se ela tivesse abraçado a inovação na década de 70, mesmo.

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