Conheça o coworking onde nascem as startups mais inovadoras da Nova Zelândia

O StartSe no Mundo visitou o BizDojo, em Auckland, para entender a cultura dos empreendedores e conhecer seus projetos

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Por Eduardo Glitz

14 de março de 2016 às 19:59 - Atualizado há 4 anos

Esta semana tive a oportunidade de conhecer o BizDojo, o maior co-working para startups da Nova Zelândia. Localizado em Auckland, ele ocupa um prédio de dois andares, recém-construído para abrigar as mais de 45 empresas que utilizam o ambiente compartilhado. O StartSe no Mundo foi recebido por Gilaad Amir, um israelense com profundo conhecimento do ambiente de startups da Nova Zelândia. Logo na chegada, fui surpreendido por sua simplicidade: de pés descalços e camiseta, ele nos recebeu de forma muito calorosa e impressionado com o nosso projeto de rodar 40 países para conhecer a cultura empreendedora de cada local (rapidamente, juntaram-se pessoas ao meu redor, interessadas em saber mais sobre o desafio da volta ao mundo – Auckland abriga pessoas de diversas origens e isso pode ser visto na diversidade dos empreendedores que conversei).

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O ambiente do BizDojo é muito cool e é dividido em dois: uma área de “descompressão”, com música, pufes, massagem e mesas altas para reuniões mais descontraídas; e outra área silenciosa, com mesas de trabalho e salas de reunião com isolamento acústico. Assim como nos principais co-workings que já visitei, existem os espaços exclusivos para falar no telefone ou no Skype – que no BizDojo eles chamam de Skype Box.

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Apesar de já estar habituado com o ambiente de startups, visitar este local foi especial, pela simplicidade das pessoas e pelo ambiente colaborativo. Um exemplo básico que presenciei foi o de uma menina retirando da máquina de lavar louças e guardando no armário as canecas de água e café de todos que ali trabalham. É uma cultura altamente evoluída.
As startups que compartilham o espaço são de diversos setores, mas, segundo Gillad, o destaque são para as de tecnologia, que somam 15 empresas. Todas elas contam com investidores-anjo e algumas já estão em fase bem avançada, buscando investidores para rodadas Series B e Series A. Uma das principais missões do BizDojo é promover a integração entre essas empresas, por isso realizam eventos com frequência para motivar a troca de experiências.

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A maior empresa alocada no espaço é a 90 Seconds, considerada o Uber da produção de vídeos. Com uma energia impressionante, a empresa conta com mais de 20 pessoas e, apesar de ter começado em Auckland, já tem 10 escritórios espalhados pelo mundo. O processo de internacionalização das startups é muito importante, tendo em vista que o mercado local é muito pequeno, pois a Nova Zelândia, apesar de ter uma alta renda per capita, aproximadamente U$40 mil, tem apenas apenas 4,4 milhões de pessoas, o que dificulta um grande crescimento de empresas unicamente locais.

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Além da 90 Seconds, outros destaques são a Weirdly, que quer mudar a forma como as empresas recrutam seus funcionários, e a Glory League, que está revolucionando a forma de medir a performance de jogadores de basquete. Nos próximos dias, você saberá tudo sobre cada uma delas e também sobre outras startups que estão se destacando neste país. Não deixe de nos acompanhar.

Este conteúdo faz parte do projeto StartSe no Mundo, uma viagem empreendedora por mais de 40 países. Conheça o site do projeto clicando aqui e inscreva-se para receber mais conteúdos exclusivos ao longo da jornada, que podem inspirá-lo e adjudá-lo a empreender.