Conheça as 5 startups brasileiras que concorrem ao prêmio da EDP

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Por Lucas Bicudo

25 de outubro de 2016 às 17:41 - Atualizado há 4 anos

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Cinco startups representantes do país estarão em Portugal na fase final da disputa pelo prêmio de € 50 mil do EDP Open Innovation. São elas a Delfos Predictive Maintenance, Soluz, TCE Starter, Serviço de Interoperabilidade de Internet das Coisas e VTREE Solar.

“O setor elétrico está a passando por uma forte transformação e o prêmio EDP Open Innovation tem como objetivo, por um lado contribuir para o desenvolvimento do empreendedorismo na área de energia, e por outro identificar novas ideias que poderão ser desenvolvidas e/ou adaptadas pela EDP no futuro” explica Diretor de Inovação da companhia, João Brito Martins.

A equipe da Delfos Predictive Maintenance concebeu um sistema de cruzamento de dados capaz de prever falhas e propor manutenções preventivas para geradores de energia eólica. Por serem, em sua maioria, produzidos na Europa ou nos Estados Unidos, os aerogeradores são fabricados para operarem sob condições climáticas muito mais amenas do que as que existem no país, explica Samuel Lima, diretor executivo do projeto. Por conta disso, quando são instalados por aqui, acabam sofrendo com uma depreciação acelerada. A ideia da Delfos é aumentar a vida útil dos aparelhos e ampliar a performance de geração nos parques, reduzindo os custos com a substituição dos aparelhos.

A Soluz desenvolveu um equipamento capaz de gerar energia ao mesmo tempo em que aquece água para uso doméstico. Na prática, o projeto consiste em um sistema hidráulico que pode ser acoplado em qualquer tipo de equipamento fotovoltaico para resfriar os componentes e evitar o sobreaquecimento. O grande objetivo da tecnologia é otimizar a operação dos painéis, reduzindo os danos causados pela temperatura excessiva e eliminando a necessidade de instalação de diversas tecnologias fotovoltaicas e coletores térmicos em um mesmo telhado. Assim, com menos equipamentos o consumidor consegue alcançar os mesmos resultados.

A TCE Starter idealizou um protótipo de subestação subterrânea mais segura, prevendo a expansão da demanda pelo enterramento das redes de distribuição. Como diferencial do negócio, a nova tecnologia permite que as equipes de apoio e manutenção usem ferramentas mais baratas dentro da subestação. Em geral, os funcionários de distribuidoras precisam de equipamentos extremamente caros para operarem embaixo da terra, problema que poderia ser minimizado pela iniciativa.

Como solução para as cidades inteligentes, o time responsável pelo Serviço de Interoperabilidade de Internet das Coisas montou uma aplicação na nuvem que facilita a comunicação entre dispositivos e máquinas. O grande objetivo da tecnologia é permitir a automatização de aparelhos usados no dia-a-dia da população. Com o sistema, um veículo inteligente poderia, por exemplo, avisar ao sistema de ares condicionados que o condutor está próximo de chegar em casa, ligando automaticamente o resfriamento do ambiente mesmo se cada um desses dois aparelhos for de uma marca específica e use tecnologias diferentes.

Já a VTREE Solar criou uma estrutura em formato de árvore que possui carregadores de celulares e gadgets por meio da luz solar, contando também com roteadores de WiFi. O grande objetivo do produto é tornar visível os esforços de cidades e empresas para a disseminação da internet gratuita e possibilitar a inserção de campanhas publicitárias nos espaços em que serão instalados os equipamentos, facilitando a viabilização de investimentos nessa área. A árvore serve, portanto, como símbolo da união da tecnologia com a natureza e o design.

Com o objetivo de incentivar o empreendedorismo, a EDP criou o EDP Open Innovation, a partir da fusão dos prêmios EDP Inovação e Energia de Portugal. Além de conceder o devido destaque para projetos que podem mudar o mercado nos próximos anos, a competição serve também como porta de entrada para que as boas propostas possam acessar o programa EDP Starter, conjunto de iniciativas que promove a transformação de projetos iniciais em modelos de negócio estruturados e financiados.

Ao todo, quinze equipes do mundo competirão pelo prêmio. O vencedor do concurso será anunciado no dia 2 de novembro, após todos os integrantes do programa de aceleração apresentarem as suas propostas a uma plateia composta por colaboradores da EDP, investidores e convidados. As 15 equipes finalistas estão sendo beneficiadas pelo programa de aceleração do grupo EDP em Lisboa durante todo o mês de outubro.

Na Europa, os times trabalharão na parceira Fábrica de Startups para aperfeiçoarem os seus projetos e terão contato com o método FabStart, que permite simular o produto no mundo real. Será uma oportunidade única para compartilharem experiências e aprimorarem os trabalhos, ao mesmo tempo em que contam com o auxílio de sessões periódicas de mentoria com profissionais renomados das áreas de interesse.

Os três grupos com o melhor desempenho ao longo de toda a competição, segundo critérios estabelecidos pelo comitê organizador da disputa, ainda serão levados para exporem suas ideias no stand da EDP no Web Summit, maior e mais importante evento de startups em tecnologia da Europa.

O regulamento e mais informações sobre o prêmio estão disponíveis no site.

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