Conheça a startup de música chinesa que quer se tornar o próximo Facebook

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Por Lucas Bicudo

17 de outubro de 2016 às 16:52 - Atualizado há 4 anos

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Fundada em Xangai, na China, apenas dois anos atrás, a rede social Musical.ly quer ser o próximo Facebook. Nela, os usuários podem filtrar, editar e transmitir videoclipes curtos sobre suas canções favoritas, além de navegar através dos milhões de vídeos criados a cada dia em feeds completamente personalizados.

A startup está bombando entre os jovens do resto do mundo, atraindo artistas como Selena Gomez e Ariana Grande e criando estrelas em ascensão com milhões de seguidores. São mais de 100 milhões de usuários neste momento.

A companhia ainda não é uma unicórnio, possui aproximadamente US$ 500 milhões de valuation e investimentos que totalizam a quantia de US$ 100 milhões, liderados por fundos como DCM Ventures, GGV Capital e Greylock Partners. Analistas já mencionaram que a startup tem potencial de ameaçar a base de usuários do Facebook, se conseguir conquistar além do público jovem.

A proposta de Alex Zhu, o co-fundador da empresa, é que o aplicativo de música se torne algo parecido com a rede de Mark Zuckerberg ou com o WeChat, que é uma mistura de Facebook, Spotify, Slack, Uber, PayPal, Yelp e Periscope em uma só plataforma. As pessoas usam o WeChat para conversar de negócios e com amigos, conteúdos livestream, pagar o aluguel, investir, pedir táxis ou agendarem um corte de cabelo.

Presente tanto na China quanto no Vale do Silício, Zhu acredita que sua plataforma está na posição perfeita para olhar de perto as últimas inovações de ambas as partes do mundo, absorvendo apenas o que há de melhor e montando um serviço completamente inédito.

Exemplo disso são os diálogos com empresas como Instagram, Twitter e YouTube, em que são discutidas maneiras de umas colaborarem com as outras e o intercâmbio de ideias. Nesse cenário, a Musical.ly pode ser um belo prospecto de aquisição de redes sociais maiores que estão querendo captar um público mais jovem, à exemplo do Facebook, que adquiriu o Instragam e o WhatsApp em uma tentativa de eliminar ameaças à sua base de usuários.

Por enquanto, Zhu diz que a companhia não recebeu nenhuma oferta e existem vários cenários para o futuro da companhia.

“Ou continuamos a crescer independentemente, que é o que esperamos, ou nós não excluímos a possibilidade de ser incorporada por uma plataforma de maior alcance. Tudo está em aberto”, finaliza.

(via Bloomberg)

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