Terapia de células tronco pode restaurar parcialmente visão a longo prazo

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Por Lucas Bicudo

12 de janeiro de 2017 às 16:41 - Atualizado há 4 anos

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Sem dúvida, o potencial de tratamento com células-tronco é extraordinário. No entanto, há um obstáculo que os cientistas precisam superar: certificar-se de que as células sobrevivam no corpo humano tempo suficiente para garantir que funcionem devidamente.

Bem, parece que o Buck Institute pode ter encontrado uma maneira de fazer isso acontecer.

Em um estudo publicado no Cell Stem Cell, pesquisadores conseguiram observar demonstrações de restauração da visão a longo prazo através de transplantes de fotorreceptores usando células-tronco humanas. Eles conseguiram bloquear as respostas habituais que desencadeiam a rejeição dessas células pelo corpo do receptor.

Isso quer dizer que a terapia pode ser um belo tratamento para cegueira.

Originalmente, não estava claro se os fotorreceptores transplantados simplesmente morreram antes de serem eficazes ou se eles foram desligados pelo sistema imunológico do corpo. Os cientistas pensavam que o olho e o cérebro estavam isentos de monitoramento das células do sistema imunológico.

Para descobrir isso, a equipe estudou um tipo de rato específico que era saudável, mas não tinha um receptor de células imunes chamado IL2rγ. Estes animais são incapazes de rejeitar células estranhas transplantadas. Eles tiveram um aumento de mais de 10 vezes de células tronco embrionárias retiradas de células de retina.

Os fotorreceptores não morriam antes de serem eficazes. É o nosso sistema imunológico que atuava em cima.

“Isso se transformou em uma bela história de restauração de longo prazo da visão em ratos completamente cegos”, disse Deepak Lamba, autor sênior. “Nós mostramos que estes ratos agora podem começar a ter percepção de luz 9 meses após a injeção dessas células”.

Vendo como os transplantes foram capazes de sobreviver, os pesquisadores precisavam agora testar se eles realmente funcionavam. Os fotorreceptores derivados de células estaminais foram inseridos nos ratos cegos. Medindo a resposta à luz e aos centros de resposta visual de seus cérebros (para verificar se os sinais do olho estavam atingindo as áreas cerebrais apropriadas), foi concluído que os animais podiam ver novamente.

Para melhorar ainda mais o processo, a equipe já está estudando o uso de drogas aprovadas que visam inibir os receptores de IL2ry para prevenir rejeição de transplante nos olhos. “É claro que ainda não está validado, mas agora que temos um alvo, esse é o futuro de como podemos aplicar esse trabalho aos humanos”, finaliza.

(via Futurism)

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