Buffett e Gates não acreditam que a automação seja algo ruim para a sociedade

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Por Lucas Bicudo

6 de fevereiro de 2017 às 16:34 - Atualizado há 4 anos

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A inovação tecnológica está aumentando rapidamente o potencial da produtividade humana. A curto prazo, esses avanços significam que muitos trabalhadores, particularmente aqueles em posições de baixa qualificação, perderão seus empregos para a automação. Veja só o exemplo dessa fábrica chinesa, que de 650 funcionários, foi para 60 com auxílio de robôs e aumentou sua produtividade em 250%. Warren Buffett e Bill Gates acham uma “loucura” acreditar que essa tendência é ruim para o ser humano e a sociedade.

“A ideia de que mais produção per capita é prejudicial para a sociedade é coisa de maluco”, comenta Buffett, em um evento transmitido via Facebook Live na Universidade de Columbia. “Se uma pessoa pudesse apertar um botão e produzir tudo que produzimos hoje, isso seria algo bom ou ruim para o mundo? Você deixaria em aberto para todas as outras pessoas todos os tipos de possibilidade”.

Quase metade dos empregos norte-americanos serão potencialmente substituídos por robôs nos próximos 10 a 20 anos, segundo estudo realizado por Carl Frey e Michael Osborne, da Universidade de Oxford. Em particular, transporte, logística, gerência de escritório e produção serão os primeiros setores a serem automatizados.

Esses números são ainda mais gritantes nos países menos desenvolvidos. Uma análise de 2016 do Banco Mundial estimou que cerca de dois terços de todos os empregos nessas nações estão susceptíveis à automação.

Segundo Buffett, essa tendência não é nova.

“Se estivéssemos em 1800, alguém iria salientar que, eventualmente, tratores seriam melhores fertilizantes e que 80% das pessoas que estão agora empregadas na fazenda, em duzentos anos serão 2% ou 3%. O que vamos fazer com todas essas pessoas? “, comenta o investidor. Com menos pessoas necessárias nas fazendas, mais serão capazes de buscar outras habilidades e vocações.

“Esse cenário permite novas oportunidades”, faz coro Gates.

Enquanto ambos bilionários são otimistas e pregam o potencial desse futuro, eles também enfatizam a importância de alguma forma de redistribuição de riqueza.

“Tudo deve ser dedicado inicialmente a obter mais produtividade”, diz Buffett. “Mas as pessoas que ficam para trás – sem culpa própria – por conta dessa evolução, ainda devem ter uma chance de participar da prosperidade. É aí que entra o governo”.

Buffett e Gates são estão sozinhos nessa. Para Elon Musk, essa mudança obrigará o governo a pagar uma espécie de bolsa-família para todos.

(via CNBC)

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