CEO da Ford explica: vai mudar empresa completamente para sobreviver

Mark Fields, CEO da gigante, sabe muito bem que vai ter que trocar totalmente seu modelo de negócio para sobreviver ao século XXI

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Poucos mercados parecem tão ameaçados de sofrerem grandes mudanças quanto o mercado automotivo. Todas as grandes empresas do setor desenvolvem (ou realizam parcerias) para poderem sobreviver neste novo mundo que está desenhando. E a Ford não é exceção.

Pelo contrário, Mark Fields, CEO da gigante de Detroit, sabe muito bem que vai ter que trocar totalmente seu modelo de negócio para sobreviver ao século XXI que está se desenhando. Ele acredita que, em 15 anos, todos os carros serão elétricos e autônomos – as grandes pesquisas da companhia no momento.

A Ford terá carros autônomos com nível de autonomia 4 até 2021, capazes de operar sem nenhum humano em dada área de atuação – e por isso, não terão pedal de freio, aceleração ou até volante. E como funcionarão? Como um serviço de carro-por-demanda, como é o caso da Uber e de seus concorrentes, como 99 e Easy.

A ideia é “levar essa nova tecnologia para as massas”, criando novas formas de negócio e democratizando, como nunca, o acesso ao carro – graças à revolução do carro elétrico e autônomo. “Nosso modelo de negócio, por muitos anos, foi sobre quantos carros vendemos. Agora, estamos olhando para o ecossistema e é basicamente olhar para os serviços e receitas. Para além da venda dos carros”, destaca Fields, em entrevista ao Business Insider.

Carros elétricos requerem uma nova infraestrutura

Um dos pontos levantados por Fields é que para promover sua nova estratégia de carros elétricos, a companhia precisa fazer uma nova infraestrutura para que estes carros possam ser abastecidos. Por isso, no último ano, montou uma rede de 400 estações de recarga expressa na Europa. “Vamos facilitar para o usuário ter carros elétricos. E ao mesmo tempo, quais são as novas oportunidades de receitas para gente? Vamos continuar a olhar em novas coisas”, destacou Fields.

Assim, ele quer reimaginar a indústria automobilística. “Por vários anos nosso modelo de negócios era ser divertido para dirigir, mas agora adicionamos um novo elemento, divertido para ser dirigido. E isso significa muitas coisas diferentes para pessoas diferentes”, explica, lembrando que a Ford vai continuar vendendo carros, mas que será uma empresa completamente diferente a partir de agora.

A mudança será significativa e vai atingir outras milhares de empresas pelo mundo – há quem estime que 40% das empresas vão quebrar nos próximos anos. Tudo isso é discutido no Conexão Vale do Silício, nosso programa quinzenal para tratar de inovação aqui no StartSe.

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