Zuckerberg X Snapchat: se não dá pra comprar, copie!

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Por Júnior Borneli

3 de agosto de 2016 às 12:12 - Atualizado há 4 anos

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Um fantasma – literalmente – assombra Mark Zuckerberg há alguns anos.  Desde 2012 o criador do Facebook tenta competir com o Snapchat, sem sucesso.

Nessa semana a história teve mais um capítulo inesperado: o Instagram, aplicativo comprado pelo Facebook por $1 bilhão em 2012, ganhou recursos muito semelhantes ao Snapchat. Na verdade, é quase uma cópia idêntica.

Ao que parece, Zuckerberg não se conforma com o crescimento rápido e expressivo da empresa do fantasminha e ainda se ressente por não ter conseguido compra-la, há alguns anos.

A história do Snapchat se cruza com a de Mark Zuckerberg em 2012, quando o criador do Facebook lança o aplicativo Poke, numa tentativa de enfrentar a concorrência. Não funcionou e algum tempo depois o aplicativo deixou de existir.

Em 2013 aconteceu o grande capítulo dessa disputa, quando Mark fez uma oferta de U$ 3 bilhões pelo Snapchat. O valor oferecido era U$ 1 bilhão acima do valor de mercado da empresa na época e mesmo assim foi recusado por Evan Spiegel, CEO do Snap.

Diante desse cenário, Zuckerberg usou uma nova arma: lançou o Slingshot, aplicativo com funções parecidas com as do Snapchat. Teve o mesmo fim do Poke, fiasco total.

A primeira tentativa de vencer o Snapchat utilizando o Instagram foi em 2015, com a adição da função Direct, onde os usuários podem enviar mensagens direcionadas para apenas uma pessoa. O recurso foi bem aceito, mas ainda faltava alguma coisa.

Outro passo importante dado por Zuckerberg foi a compra do aplicativo MSQRD, que cria efeitos para selfies, recurso semelhante ao que está disponível no Snapchat.

Cansado dessa disputa em que sempre saiu perdendo, Mark decidiu: se não posso compra-lo e nem vencê-lo, a solução é copiá-lo. Para o seu lado do ringue trouxe o Instagram reforçado com a função Stories, que é exatamente a mesma função Stories do Snapchat. Agora as fotos e vídeos enviadas via Instagram somem depois de 24h.

Toda essa história traz um aprendizado importante para nós, empreendedores: um produto espetacular e inovador é capaz de competir com os gigantes da tecnologia. A soma dos usuários de Facebook, Whatsapp e Instagram faz o Snapchat parecer pequeno. São quase 3 bilhões de usuários da turma do Zuck contra 150 milhões do fantasminha.

O Snapchat, que há 3 anos recusou uma oferta de U$ 3 bilhões de dólares, hoje vale U$ 19 bilhões.

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