Startup brasileira exporta modelo de crédito e reduz juros em outros países

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Por Mariana Rodrigues

17 de outubro de 2017 às 15:24 - Atualizado há 3 anos

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“Não tem um mercado em que a gente se encontra que os juros não tenham sido reduzidos pela plataforma”, disse Álvaro Amorim, CEO da SalaryFits na Espanha e responsável pela implantação da empresa na Índia.

A Zetra é uma fintech com 18 anos de mercado e líder na gestão eletrônica de empréstimo consignado. Com um sistema lançado em 2002, o eConsig, ela integra os sistemas de bancos para empréstimos com forma de pagamento descontado no salário (consignado).  

Há 14 anos a Zetra começou a internacionalização e hoje tem presença em seis mercados, além do Brasil: Espanha, Reino Unido, Itália, Portugal, Índia e México, por meio da SalaryFits, nome que representa a Zetra no mercado internacional.

Atualmente a empresa começa a incorporar empresas de outros setores além de empréstimo consignado, como plano de saúde e outros produtos e serviços.

Redução de inadimplência e juros

Em 2015, a inadimplência no México, para empréstimo pessoal, girava em torno de 3.1% a 5%. Já com a plataforma Zetra, de acordo com dados da empresa, a inadimplência está atualmente em torno de 1.60%. O país é o único em que a Zetra atua que já tinha um formato parecido com o empréstimo consignado que temos no Brasil.

Além de redução da inadimplência, a empresa consegue reduzir os juros nos novos mercados. “Lançamos a plataforma SalaryFits em Portugal, e o banco parceiro fornecia crédito de consumo em uma média de 9 a 11% de juros ao ano. Através da plataforma e com o uso do aplicativo, conseguimos reduzir a oferta de juros pela metade”, disse Álvaro Amorim.

 

Abaixo, o executivo fala sobre a implantação da operação em outros países:

 

Existem muitas diferenças entre a operação de uma fintech no Brazil e em outros países?

Álvaro Amorim: Essa onda fintech está começando a ser surfada agora no Brasil. Em outros países o termo e a onda fintech já é mais do que realidade. No Brasil existe um excesso de burocracia mas o Banco Central está aberto e até com consultas públicas nesse sentido.

A nossa empresa é caracterizada como fintech, mas nós estamos atrelados às exigências do Banco Central para oferecer o crédito consignado, estamos totalmente habilitados para rodar esse conceito.

Qual o desafio da empresa ao entrar em outros países?

AA: A nossa tarefa muitas vezes é de construir esse produto financeiro [empréstimo com desconto em folha de pagamento] no novo mercado. Primeiro trazemos o conceito do novo produto para, em um momento estratégico, fazer o estabelecimento da plataforma com o elo entre a folha de pagamento e o provedor de crédito.

Qual o maior mercado da Zetra fora do Brasil?

AA: Hoje o segundo mercado da Zetra é o México, e o projeto da Índia é o mais audacioso. A Índia, em termos de número será certamente a maior escala que a gente vai atingir. A plataforma pretende fazer uma inclusão financeira mais justa.

Um dado recente é de que apenas 23% da população teria acesso à bancarização e oferta de crédito. A operação na Índia já tem um ano. A gente espera ao final do ano rodar o piloto, e eu acredito que até o final de 2018 a gente tenha uma escala interessante por lá.

Como é possível a redução de juros nos novos mercados?

AA: A redução de juros se torna natural com o processo através da plataforma. Quando providenciamos os canais digitais em que a instituição financeira passa a ter acesso a um número maior de novos clientes, e além disso tem dados vindos da folha de pagamentos a que o banco anteriormente não teria acesso, a gente cria um novo modelo de acesso ao risco, um upgrade no credit score.

Ainda contamos com a presença do empregador, que garante que ao final de todos os meses o empregador fará o pagamento em nome do empregado, que recebe o salário já com o desconto. Inclusive o esforço para o banco vender o empréstimo é praticamente zero, pois a oferta é toda digital.

 

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Mariana Rodrigues é colaboradora regular da LTP, focada no mercado de fintechs do Brasil. Também é colaboradora do blog Dinheiro pra Viver.

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