YouTube: 1 bilhão de usuários por mês e lucro zero

Como pode uma empresa de alcance global, que faz tanta gente ganhar dinheiro, não dar lucro?

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Por Júnior Borneli

4 de março de 2015 às 09:50 - Atualizado há 5 anos

O título dessa matéria pode parecer estranho, mas é a realidade: o YouTube, maior canal de vídeos do mundo, que revolucionou o mercado de produção e distribuição de conteúdo, não dá lucro.

Uma reportagem do jornal americano The Wall Street Journal mostra que o gigante dos vídeos teve faturamento de US$ 4 bilhões em 2014, superando em US$ 1 bilhão os resultados obtidos em 2013. Mesmo com esse avanço, o site ainda não é significativo do ponto de vista da geração de receita.

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Para se ter uma ideia, o faturamento do YouTube representa apenas 6% de todo o dinheiro gerado pelo Google, dono da empresa. E esses seis por representam muito pouco ou praticamente zero na hora de apurar o lucro total da operação.

Depois que a empresa paga pelos direitos de conteúdo e as suas ferramentas para entregar vídeos rápidos, o resultado operacional fica muito perto do break-even, o que na prática é um lucro irrisório.

Segundo a reportagem, o YouTube vive um momento onde o grande desafio é atrair usuários mais economicamente ativos. Hoje, o grande público do site é formado por jovens e adolescentes.

Trazer um público mais maduro para o site significa ter uma clientela com um poder de decisão e de compra maior, o que aumentaria também o interesse dos anunciantes pela plataforma.

Outro ponto destacado no texto é que uma grande parte dos acessos da plataforma de vídeos vêm de outros sites. Agora os executivos da empresa querem fazer com que as pessoas tenham o hábito de acessar o YouTube e ali encontrar os canais de interesse, como se faz na televisão.

O Google comprou o YouTube em 2006 por US$ 1,65 bilhão. A empresa foi fundada em 2005 por Chad Hurley e Steve Chen e tinha, à época, 65 funcionários.