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Da Redação

Por Da Redação

10 de setembro de 2015 às 12:09 - Atualizado há 5 anos

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Conteúdo por Rio Bravo Investimentos

O Podcast Rio Bravo entrevista Carlos Bertholdi, presidente da Avaya no Brasil. Na entrevista, o executivo fala sobre o avanço de posicionamento da empresa, que tem buscado agora trabalhar sob o conceito do engajamento. De acordo com o entrevistado, as soluções da empresa têm como premissa aliar colaboração e eficiência, e o objetivo principal é fazer com que os clientes alcancem melhor performance em sua produtividade. Ao tratar das próximas tendências da área de tecnologia da informação, Bertholdi assinala a importância da internet das coisas. “Talvez esta seja a grande revolução que está por vir”, ressalta o executivo. Carlos Bertholdi é presidente da Avaya desde janeiro de 2015, tendo passado por outros cargos estratégicos na empresa no Brasil e no exterior

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Perguntas/Respostas

Em termos estratégicos, como era a empresa antes de sua mudança e como está nesse momento?

Estamos indo com um mote do engajamento, que nada mais é do que uma colaboração com muito mais eficiência e essa eficiência vem não somente através da conexão das pessoas. No momento certo, independente de onde elas estejam, mas também do engajamento com um contexto que envolve a comunicação em si. Nós temos soluções multimídias que vão desde a parte da comunicação simples por voz, texto e principalmente com vídeo, que tem uma aderência muito grande no Brasil, que é um país com dimensões continentais, com custo de transporte cada vez mais elevados, independente do modal. Então, nossas soluções de vídeo também trazem um engajamento muito mais efetivo para que as empresas tenham mais eficácia e eficiência.

Quais são as iniciativas que a Avaya tem feito no sentido de consolidar esse avanço de posicionamento, esse mote do engajamento?

O nosso principal drive para isso, nosso principal mote, é para levar essa oferta ao mercado é que, realmente, as pessoas conheçam as soluções da Avaya. Ela sempre foi muito conhecida e consolidada no mercado de call center e contact center. Nós seguimos líderes nesse mercado e continua sendo nosso carro chefe. Mas as empresas em si conhecem, talvez, não tanto quanto poderiam conhecer ou todo o portfólio que a Avaya tem para oferecer, todo o arsenal que nós temos. A Avaya é uma das empresas que tem o portfólio mais completo da indústria, desde clientes de pequeno porte até consideradas multinacionais grandes. Então, nossa iniciativa é realmente que as pessoas e as empresas conheçam melhor nosso portfólio e a capacidade de entrega.

Você falou a respeito do carro chefe da empresa. Comenta um pouco mais a respeito disso. Como esse posicionamento de agora se articula com esses produtos que já estavam consolidados na carteira de vocês?

A Avaya, desde o início, em 2000, com toda a desregulamentação das telecomunicações, ajudou o Brasil a passar por toda essa transformação e, realmente, se consolidou muito no mercado de atendimento ao cliente. O que a gente vê é que existe uma transformação que vem sendo cada vez mais acelerada em todos os segmentos, onde os clientes estão procurando um atendimento multicanal, independente de onde estejam e da forma mais rápida possível. Então, o nosso carro chefe, como você colocou, vem se transformando e se adaptando às demandas de mercado. Estamos muito preparados, com portfólio renovado, capaz de atender essa demanda.

Quais são os desafios nesse momento de fazer essa migração do portfólio para a nuvem?

O portfólio para a nuvem é uma opção que a gente está trazendo para os clientes. Nem todos os clientes e nem todas as empresas estão preparadas para fazer essa migração. A Avaya sempre prezou pela preservação dos investimentos, assim como a preservação da tecnologia que foi investida. Então, dentro desse processo de nuvem, nós temos ofertas que são híbridas, que permitem que o cliente faça uma migração gradativa, de acordo com a necessidade do negócio, sendo que dentro desse hold map ele pode, lá no final, quando for conveniente, migrar totalmente para a nuvem. O importante é que nosso portfólio, nossas soluções estão preparadas para isso, independente se é uma conexão tradicional, como os troncos H323 ou na república comutada, até os protocolos SIP. Ou seja, nós realmente estamos muito preparados para fazer essa migração de acordo com a demanda do cliente.

Alguns analistas têm apontado o ano de 2015 como decisivo para a tecnologia da informação. Você concorda com essa afirmação, por quê?

Eu diria que todo ano é decisivo. Não existe um ano que seja diferente, mesmo porque a tecnologia evolui muito rápido. As demandas e os requisitos dos clientes mudam muito rápido, evoluem. Hoje, temos no mundo, em média, cada pessoa tem mais de um dispositivo. O uso das soluções móveis está cada vez mais no dia a dia das pessoas. Se você olha o segmento, por exemplo, de banking ou bancos, você vê que existe um crescimento muito grande da interação através dos dispositivos móveis, compras, conhecidas como m-commerce, cada vez mais através dos dispositivos móveis. Então, o desafio é você conseguir atender essa demanda da forma mais rápida e econômica possível. A Avaya vem na vanguarda disso, com, por exemplo, a adoção do WebRTC, que é Real Time Communication ou Comunicação em Tempo Real. Nós temos hoje soluções que se integram com os dispositivos móveis de uma forma muito transparente e rápida, que traz um valor agregado muito grande para os nossos clientes. Recentemente, a Avaya adquiriu uma empresa nos EUA de classe mundial que se chama Esna, que tem várias aplicações onde a comunicação já está embutida na aplicação, o que faz com que, por exemplo, uma pessoa esteja lendo um documento, consiga entrar em contato com a pessoa que redigiu aquele documento com um simples clique, sem ter que buscar número de telefone ou endereço de e-mail. Ou seja, é uma comunicação rápida e com um contexto.

E de que modo essas soluções oferecidas para Avaya, você mencionou algumas agora há pouco, atendem as demandas de um mercado que está aquecido?

Existem algumas áreas da economia que, em geral, são resistentes à crise. Eu diria que uma delas é a de healthcare ou medicina. Essa área é carente de aplicações e tecnologia, como, por exemplo, a telemedicina, que ainda não é regulamentada no Brasil, mas que a gente espera que seja em um futuro próximo. Temos soluções importantes para esse segmento. É um segmento que continua investindo e é estratégico. Outro segmento também que a gente pode considerar como crisis proof é o segmento de educação privada, que exige soluções de tele ensino, de treinamento de forma massiva, vai também ter soluções para essa vertical. Obviamente, estamos vendo uma revolução muito grande nas prestadoras de serviço de telecomunicações, algumas delas já investindo no 5G. A gente tem hoje uma situação de expansão da mobilidade no Brasil de uma forma massiva. Para você ter uma ideia, no mundo inteiro, as pessoas têm mais acesso a telefonia do que a banheiros. Isso já é comprovado. É impressionante a forma como a telecomunicação se difundiu. Outro dado interessante é que se a gente fosse comparar o custo da telecomunicação ou o custo da comunicação anos atrás, com o preço no automóvel, hoje um automóvel custaria em torno de 15, 20 reais. Ou seja, a democratização da conectividade foi realmente muito agressiva e estamos entrando na era das aplicações, onde você coloca aplicações em cima dessa comunicação, fazendo com que haja uma transformação muito forte no mercado.

Você mencionou o caso de saúde e educação. Você poderia mencionar o impacto de outras soluções que foram promovidas pela a Avaya em relação a alguns dos seus clientes?

Sim, por exemplo, na indústria, a gente atende um parque industrial muito grande, tanto fora do Brasil, quanto no Brasil. Desde os segmentos de indústrias farmacêuticas às indústrias do setor automobilístico. E nesse momento de crise que vivemos no país, a Avaya consegue trazer soluções para a redução de custo, e essa redução de custo vem, não somente com o que a gente chama de hard dollars, que é a economia por si só, mas também com a questão de economia com custos de viagem, deslocamentos e engajamento. A indústria é uma das áreas que mais sofre hoje, com a situação no Brasil, mas também tem uma grande oportunidade de otimização e melhora na produtividade, que é um dos itens que está na pauta do governo, com certeza.

Em relação às áreas de midiamarket e networking, como a Avaya pretende se desenvolver nesses segmentos?

Os dois caminham, de certa forma, juntos. Nós temos uma estratégia para midiamarket muito consolidada, que acabamos de lançar. Nós temos uma rede de parceiros que atende todo o território nacional. Eles vêm se qualificando de forma bastante agressiva e intensa, então o midiamarket tem que ser uma oferta rápida e que seja de fácil implementação e com um custo bem acessível. Então, estamos atendendo esses três pilares hoje, muito competitivos no Brasil. Nossas soluções são muito embasadas em software, cada vez menos independentes do hardware, com plataformas abertas, que permite trazer para o pequeno e médio cliente os mesmo benefícios que a marca Avaya sempre trouxe para os grandes players, para as grandes empresas. Essa estratégia de midiamarket está em pleno vapor. Para você ter uma ideia, nesse trimestre conseguimos crescer mais de dois dígitos em termos de abrangência, com as nossas soluções, seja ela voz, vídeo, chat, contact centers para os pequenos e médios. E dentro do networking a Avaya está trazendo uma proposta tecnológica inovadora. Ela é totalmente baseada em software, que a gente chama de software defined network e também visando a questão de reduzir o custo total de propriedade da solução, você, com poucas linhas de programação, consegue programar redes extremamente complexas. Ela traz um nível de abstração muito alto, que faz com que você não precise de muita mão de obra para construir redes, sejam elas para situação de campos ou data center. A proposta de valor do networking da Avaya é disruptiva.

Você já teve a chance de ocupar posições estratégicas na companhia, inclusive na diretoria internacional da Avaya. O quanto isso foi importante para que você chegasse a essa posição atual? Gostaria que comentasse alguma experiência que tenha sido enriquecedora, nesse sentido.

Obviamente, você trabalhar com vários países, diversas culturas traz uma bagagem interessante, principalmente de adaptação. O brasileiro, por si só, se adapta muito bem aos vários cenários, mas você ter essa oportunidade que eu tive de trabalhar tanto na América Latina como no mercado canadense, faz com que você traga uma perspectiva diferente. Eu diria que essa perspectiva é essa perspectiva das possibilidades. Essa experiência lá de fora faz com que eu tenha uma motivação de poder trazer a transformação que eu vi lá fora aqui para o mercado brasileiro. A forma de fazer negócio, a forma de você fazer projetos e planejamentos precisa ser aprimorada no Brasil. Acho que essa experiência me ajuda a trazer essa visão de outras perspectivas e de outros países. Obviamente, o brasileiro é muito conhecido pela criatividade. Deu para ver, nessa experiência internacional, o valor dos brasileiros com relação à questão de criação. Para que você saiba, aqui nos Brasil nós temos uma fábrica de software da Avaya que desenvolve software para o mundo inteiro e para empresas de grande porte. Então, acho ter a oportunidade de fazer esse paralelo na prática foi muito enriquecedor na minha carreira. Eu diria que a experiência por si só de você ter o contato nesse ambiente multicultural, por si só já é a experiência mais enriquecedora de ter fechado negócios importantes no Canadá, no México, na Colômbia e estar na frente de grandes executivos de grandes empresas realmente é um privilégio ímpar.

Em termos de competitividade, o quanto o Brasil tem a alcançar se comparado com outras praças onde a Avaya também opera?

Eu acho que um dos pontos principais é a questão da carga tributária. É um dos pontos que está bastante em voga. A desoneração da folha, principalmente no mercado de TI no Brasil, fazendo a reoneração da folha realmente impacta na competitividade. Nós temos empresas importantes, inclusive brasileiras, que fornecem serviços para o exterior e acho que é um retrocesso. Nós temos essa oneração de novo em cima principalmente dos mercados estratégicos, como o mercado de tecnologia da informação. Países como Colômbia e México são considerados low cost e o Brasil, globalmente, é considerado um mercado de high cost. Mesmo assim, a Avaya tem uma fábrica de software aqui, que fornece para o mundo inteiro, devido ao diferencial do profissional brasileiro.

Existe uma crítica bastante comum em relação ao profissional brasileiro ou aos profissionais brasileiros, de um modo geral, no tocante à incapacidade de promover esses softwares. Esse exemplo é um contraponto a isso.

Exato, acho que a gente faz pouca propaganda do que é criado no Brasil. Se você pensar em termos de eleição digital, a urna eletrônica, o Brasil foi um dos pioneiros. Teve um ano em que nos EUA estavam contato votos, na época do Bush, principalmente na Flórida houve essa divergência, quando a gente aqui tem o resultado de uma eleição em questão de horas. O Brasil tem muita coisa de vanguarda, muita inovação que a gente precisa divulgar melhor e capitalizar isso.

Na sua avaliação, quais são as tendências para o mercado de colaboração e de tecnologia da informação de um modo geral?

Tem várias tendências. Eu diria que o que está mais em voga é a internet das coisas. Talvez essa seja a grande revolução que está por vir. Você ter cada vez mais dispositivos conectados, desde smart tvs, equipamentos de vigilância, equipamentos de produção, ou seja, uma geração nunca vista, em termos de quantidade de dados. O que forma o grande big data. A questão é como tratar esses dados ou a inteligência em cima desses dados para tomar decisões. Isso abre um leque enorme para aplicações, é onde a Avaya realmente está focando, que é a questão do analytics, ou seja, a análise desses dados, ou o que fazer com esses dados, aplicações em tempo real para dispositivos móveis e assim vai. Então, a internet das coisas realmente é uma coisa que está todo mundo falando. É um buzzword, mas realmente é uma tendência.

Esse volume de dados não pode impedir que os tomadores de decisão escolham de forma mais efetiva?

Impedir? Bom, acho que a questão como eu coloquei da análise, de você ter uma análise inteligente por traz desse processo é fundamental para que as decisões sejam assertivas. Eu acho que a quantidade de informações explode todo dia nas nossas caixas de correio de e-mail, enfim, vários dispositivos que tem. A questão principal, o desafio, é o que fazer com essa informação. Então, eu acredito muito na inteligência humana e na capacidade de síntese das informações. Outro ponto que está muito no nosso dia a dia é a questão da colaboração com eficiência, voltando a questão do engajamento. Como você consegue otimizar a interação entre as pessoas de forma que você tenha o melhor resultado, no menor espaço de tempo possível e daí esses vários aplicativos e soluções que a Avaya traz para a mesa realmente já possibilitam hoje que você tenha uma colaboração dentro de um contexto mais rico, para que as decisões justamente sejam tomadas utilizando as informações corretas para o tempo certo. Essa integração com mobilidade, que também é algo que já é uma realidade, como falamos no início da entrevista, é fundamental para que isso funcione de uma forma correta. Eu vejo que a questão do BYOD, o Bring Your Own Device, também é algo que está crescendo cada vez mais. Para cada dispositivo que a empresa entrega, que se conecta a uma rede, você tem um dispositivo do próprio funcionário usuário, que também acaba se conectando nessa rede. Então, por uma questão de segurança, é outro ponto que, mais do que uma tendência, é uma necessidade nos dias de hoje. Daí, as soluções que a gente tem, como falei, da STN da Avaya de networking, que permite uma camada de segurança que praticamente é à prova de hackers, devido a esse nível de abstração que é colocado. As soluções têm que passar por fim a fim. Não é simplesmente você colocar uma aplicação ou colocar um acesso se você não tiver o controle de tudo isso. Aeroportos, as cidades inteligentes, sistemas cada vez mais conectados via um único meio, que é o meio da internet, tem que ter seu nível de segurança adequado para o tipo de aplicação.