Você pode criar um produto de sucesso, basta você seguir esse caminho

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Por André Macedo

15 de setembro de 2015 às 10:13 - Atualizado há 5 anos

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Olá, amigos.

Na coluna passada, falamos longamente sobre storytelling, uma técnica de pesquisa muito útil para desenvolver um novo produto ou serviço. Se ainda não viu esse texto, recomendo fortemente que você leia o artigo antes de ler este, já que os temas estão fortemente ligados.

Neste artigo, falaremos um pouco sobre o conceito de MVP (Minimum Viable Product). Em essência, um MVP é a primeira versão de um produto, e é o resultado direto da pesquisa de storytelling feita com seus potenciais clientes. Basicamente, o MVP tem que resolver as principais necessidades dos clientes, apontadas durante a fase de storytelling.

Se o processo de storytelling é bem feito, a chance de errar com seu MVP é menor. Por isso, reitero aqui a importância da fase de entrevistas com clientes e validação. É a parte mais chata do processo para muita gente, mas é fundamental. De modo geral, quem monta uma empresa quer gastar seu tempo criando o produto, e não batendo perna na rua sob chuva e sol, esperando em salas de reunião para falar com entrevistados. Essa “ralação”, no entanto, é fundamental para aumentar as chances de sucesso do produto.

Voltando ao MVP, um dos pontos que devemos ter em mente ao criar seu primeiro produto é que você tem que gastar o mínimo de recursos e tempo para isso. Dessa forma, caso seja necessário mudar de direção, você pode fazer isso de forma mais fácil, sem ter que gastar meses de desenvolvimento em uma versão completamente nova do produto.

Após criado o MVP, a primeira fase é de testes. Procure alguns clientes já abordados na fase de storytelling e ofereça seu produto para eles usarem de graça (uma amostra de 20 ou 30 clientes é satisfatória). Nessa fase, o importante é ver se as pessoas realmente vão usar o produto, e não se estão dispostas a pagar por ele.

Com o feedback desses clientes, você terá a chance de melhorar seu produto. Se o feedback for altamente positivo, você pode muito bem adiar a versão final do seu produto e investir apenas no MVP.

Na fase de testes do MVP, há um item muito importante. Nunca teste seu produto com amigos, conhecidos ou indicados. Teste seu produto apenas com pessoas completamente estranhas.

A ideia aqui é evitar que laços de amizade possam interferir nas respostas dos clientes. Muitos amigos ou conhecidos podem dizer que gostam de um produto ou pagariam por ele apenas para “dar uma força”. Só que esses laços de amizade não vão valer para um usuário comum do produto. Por isso, esse tipo de feedback é enganoso.

É hora de lucrar

Com a proposta de valor muito bem ajustada e um MVP que é valorizado pelos clientes, é hora de pensar em formas de cobrar por ele. Aborde os clientes que estão testando o produto e pergunte se eles pagariam por ele, do jeito que está. Diga que, se não pagarem, não poderão mais usar o produto.

Se a maioria dos clientes aceitar pagar, significa que sua proposta de valor realmente resolve um problema crucial. Isso indica que você já pode jogar o seu MVP diretamente no mercado com boas chances de ter alguma receita.

Essa receita pode então ser aplicada para gerir sua empresa e investir em novos recursos. Esse investimento pode ser feito sem urgência, já que o MVP é atraente o suficiente para gerar receita sem precisar de upgrades imediatos. Nesta fase, é importante usar uma ferramenta de gestão financeira para garantir que a receita do MVP (e outras possíveis fontes de renda da empresa) são suficientes para manter o negócio de pé.

Se a maioria dos clientes disser que não pagaria, é hora de repensar a proposta de valor do produto. Acrescentar outros recursos faria com que as pessoas pagassem? Quais os problemas do cliente o produto ainda não resolve? Nessa fase, pode ser interessante fazer uma nova pesquisa de storytelling, focada em descobrir quais novos recursos (além dos já incluídos no MVP) podem realmente agregar valor ao produto.

Como podem perceber, a criação de um MVP não é simples, e é muito mais do que simplesmente juntar uma lista de recursos supostamente desejados por clientes em um pacote. Com esse artigo, espero ter ajudado você a ter uma noção mais ampla desse processo. Um abraço e até a próxima!