Vivemos em uma era de revolução empreendedora, financeira e social

Da Redação

Por Da Redação

28 de junho de 2016 às 11:57 - Atualizado há 4 anos

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

*Por Bárbara Minuzzi

Compartilhar com o público brasileiro um pouco do ambiente de investimentos e o mindset diferenciado do mercado de ventures no Vale do Silício me deixa realizada , além de extremamente grata ao portal tão conceituado por disseminar um pouco do meu conhecimento. Dessa forma,  compartilho aqui minha coluna inaugural.

Mesmo sem nem percebermos em nosso dia-a-dia, sabemos que nossas vidas têm sido completamente transformadas por empreendedores. A internet, o computador , o telefone celular   e  as redes sociais , com seus mecanismos de busca e o acesso instantâneo que eles fornecem a informação e pessoas, revolucionaram a maneira em que vivemos. Eles trouxeram uma revolução tão importante quanto a que seguiu a transmissão de conhecimento por meio da invenção do alfabeto e da invenção da prensa.

Empresas com orientação empreendedora superaram aquelas que dominavam suas áreas de atuação por quase um século. IBM foi ofuscada no espaço de algumas décadas por uma start-up, Apple, que agora é uma das maiores empresas do mundo em valor de mercado. Microsoft, Amazon e Google, conseguiram ir de start-up para uma das 30 empresas com maior valor de mercado do mundo.

A revolução empreendedora tecnológica foi impulsionada por inovação e assunção de riscos. Ela transformou a mentalidade de governos sobre como crescimento econômico deve ser alcançado. Nos Estados Unidos, em um período de 25 anos, foi estimado que 50 milhões de empregos foram perdidos por indústrias tradicionais, enquanto 60 milhões de empregos foram criados por novas empresas. Isso afetou as opções de estratégia de investidores institucionais, levando-os de investimentos praticamente líquidos, laços governamentais e ações de grandes empresas para investir em jovens empresas ilíquidas, com capital de risco para 10 anos e ações arriscadas, que ainda mal tinham produzido lucro. Isso elevou o status de um emprego em jovens empresas com potencial de crescimento e start-ups ambiciosas para acima de um emprego em uma empresa líder tradicional.

Como essas atitudes mudaram tão fundamentalmente? Isso aconteceu porque o desafio de um investimento de alto risco/alto retorno se encontrou com a criação de uma categoria de investimentos, capitais de risco e participação privada totalmente novos. Capital de risco era uma resposta às necessidades de novas e ambiciosas empresas engajadas em inovação de alto risco. A inovação em si criou a oportunidade de construir empresas para explorar avanços tecnológicos. Isso envolveu uma transformação de visão, liderada por jovens empreendedores que cultivaram a “arte do impossível”. Foi impulsionada pela destruição criativa da mentalidade tradicional e empresas institucionalizadas, pela necessidade dos governos em criar novos empregos, por investidores com ampla visão que financiaram a assunção de riscos por meio de capital de risco e ações na bolsa de valores.

Investir em tecnologia e inovação é extremamente desafiador, inspirador e motivador ao mesmo tempo. Mas uma vez que eu já estava inserida nesse universo, dentro dele descobri o que para mim é um caminho sem volta, o ainda pouco difundido, e muitas vezes erroneamente interpretado IMPACT INVESTING, combinando minha paixão por empreendedorismo, solução, impacto na vida das pessoas, retorno financeiro e tecnologia.

Eu acredito que agora estamos no início de uma revolução social. Uma crescente onda de empreendedorismo social segue a onda de empreendedorismo de negócios. Ela pretende fazer a diferença, ser significativa, melhorar a vida das pessoas. A igualdade de oportunidades que tem sido o nosso mantra por décadas, como estrutura para uma sociedade justa e próspera, nos chama agora para responder a desafios sociais.

*Bárbara Minuzzi é fundadora e CEO da INVESTHAUS (www.investhaus.vc), boutique de investimentos e conexões com sedes no Brasil, Estados Unidos e Ásia. A empresa possui três divisões:  IHVentures, que une alto impacto e tecnologia, investindo e conectando startups disruptivas do Vale do Silício aos investidores latAm. Bárbara é também advisor da startup holandesa Spinn.Coffee. Além da área de capital de risco, a Investhaus possui outras duas divisões IH Real Estate, com foco em investimentos no mercado imobiliário e IHConnections, com plataforma que exporta os produtos brasileiros ao mercado chinês.

Mensagem do Editor
 
Ei, tudo bom?
Gostaria de agradecer pela visita! Meu nome é Felipe Moreno, sou editor-chefe do StartSe e, como muito de vocês, dono de uma (minúscula) startup de mídia.
E vou te fazer um pequeno convite: vamos bater um papo! É só se cadastrar aqui embaixo e eu vou te enviar alguns e-mails para você com o melhor do nosso conteúdo para te ajudar, seja você um empreendedor, funcionário, investidor ou apenas interessado neste maravilhoso mundo!
É um caminho de comunicação direto que nenhum outro portal oferece para seus leitores. E a intenção é construir uma comunidade vibrante que esteja preparada para todos os enormes desafios que virão. Vamos construir conhecimento e conteúdo juntos! Conto muito com a presença de vocês neste papo!
[php snippet=5]