Unicórnio no Brasil é apenas questão de tempo, acredita um dos candidatos

Da Redação

Por Da Redação

18 de outubro de 2016 às 11:55 - Atualizado há 4 anos

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O Brasil é um país gigante, relevante e não tem um único unicórnio. É uma desonra e uma desgraça nacional para um país tão aficionado com tecnologia e que já deu grandes contribuições para o mundo da tecnologia: iFood, Nubank, Movile, PSafe, TruckPad e CargoX são algumas companhias que se fossem americanas já seriam unicórnios (em minha humilde opinião). E olha que só escrevi as que vieram na cabeça agora.

MAS (tudo sempre tem um mas) isto está para acabar! A tendência é que algum unicórnio surja nos próximos anos, com a retomada do desenvolvimento da economia brasileira! Os próximos anos devem ser grandiosos para o ecossistema nacional – e muito em breve deveremos ver o nascimento do primeiro unicórnio nacional.

Queda do dólar é primeiro fator…

O primeiro fator (e mais óbvio) é a queda do dólar. Com o real mais forte perante o dólar (chegamos a bater R$ 4,20 nos últimos anos), a tendência é o valuation em reais das companhias ser mais próximo ao de dólares.

Um exemplo simples: a XP Investimentos – um dos “unicórnios verdes-amarelos” -, por exemplo, é avaliada em R$ 3 bilhões. Com o dólar a R$ 3, ela vale US$ 1 bilhão e é um unicórnio real (se ainda fosse uma startup). Com o dólar a R$ 4, ela vale US$ 750 milhões e não é um unicórnio.

…mas investidores deverão olhar mais para o Brasil.

Um ponto que ninguém mais duvida: temos startups de nível da arte internacional em território brasileiro, como as referidas no primeiro parágrafo. Todas elas já captaram grandes quantias de dinheiro, mas ainda não conseguiram bater o valuation mágico de US$ 1 bilhão. O que está errado nesta história?

A subvalorização do Brasil perante os investidores internacionais, acredita um dos candidatos ao status de unicórnio no País. “Isto acontece por uma tendência geral dos investidores e mercados internacionais em subvalorizar o Brasil, provavelmente por causa das crises econômica e política que vive o país”, salienta Federico Vega, CEO da CargoX.

Se o investidor estrangeiro não olhava com bons olhos para o Brasil nos 5 últimos anos durante o governo de Dilma Rousseff, é válido destacar que o potencial para a criação de gigantes continua. “No entanto, mesmo  durante uma das piores crises da história do Brasil, mantém sua posição dentro das dez maiores economias mundiais por PIB e é um dos cinco países mais populosos do mundo”, explica o empreendedor.

Além disso, somos uma nação fortemente antenada na tecnologia e que está fortemente presente na internet, onde rankings mostram que somos os maiores navegadores por hora/dia. “O Brasil é ainda mais atrativo para empresas de tecnologia, pois tem uma das maiores taxas de crescimento de penetração na internet e quase 50% da população está começando a adaptar-se essa nova tecnologia“, destaca.

Mercados que saíram na frente possuem uma quantidade maior de unicórnios, mas Vega acredita que existe uma tendência para que os mercados por lá esfriem. “Os grandes investidores mundiais têm se focado em países como os  EUA,  a China e a Índia, mas com o esfriamento e saturação dessas economias os investidores estão procurando novas oportunidades, e o Brasil está no topo da lista”, conta o empreendedor.

Com potencial e sem crise, a tendência é que se veja a inúmera quantidade de boas startups que se criaram aqui no Brasil e que possuem excelente entrada em um mercado gigante como o Brasil – o que será o movimento que dará origem ao primeiro unicórnio nacional. “O mundo parece estar entendendo que o país é um gigante dormindo e com um potencial incalculável que está começando a recuperar-se”, diz.

E ainda mais: essas startups terão abertura para saírem de seus domínios e tentarem dominar novos mercados que estão abertos ao redor do mundo. “Os empreendedores brasileiros também estão posicionados para criar empresas verdadeiramente multinacionais graças a uma vantagem única no mundo”, explica.

Com suas teses validadas e faturamento, é possível que essas startups recebam investimentos para começar a crescer fora do Brasil também, acelerando ainda mais o crescimento e fazendo o valuation crescer ainda mais. “Quando uma empresa consegue crescer no Brasil os níveis de crescimento são extraordinários e o mercado doméstico é tão grande que a empresa consegue alcançar níveis de faturamento sólidos antes de executar uma expansão internacional muito agressiva”, destaca.

Outro ponto interessante levantado por Vega é que conseguir “se virar” e criar uma empresa multimilionária no Brasil é sinal de qualidade extrema da equipe empreendedora – já que aqui no Brasil praticamente todos os fatores remam contra o empreendedor: economia, governo, cultura… “A startup conta com uma equipe de empreendedores que foi treinada nos terrenos mais hostis que existem para se criar uma empresa”, salienta o CEO da CargoX.

Assim sendo, existe a expectativa de que unicórnios brasileiros surgirão nos próximos meses conforme a visão dos estrangeiros melhore a respeito do Brasil. “Estes fatores são sinais irrefutáveis de que a partir de 2017 o Brasil começará a ver empresas bilionárias que não existiam há cinco anos”, conclui o candidato a unicórnio. Qual será o primeiro?

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