Um fato pode trazer grandes investimentos para o mercado de startups nos próximos meses: impeachment

Da Redação

Por Da Redação

16 de agosto de 2016 às 12:30 - Atualizado há 4 anos

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Você já deve ter ouvido milhares de vezes que startups são “imunes à crise”, que “se movimentam extremamente bem, mesmo com crise econômica e política”. Isso não deixa de ser verdade, mas o afastamento da presidente Dilma Rousseff  pode ter uma implicação muito significativa para o mercado nos próximos meses – na opinião de Flávio Pripas, CEO do Cubo – o coworking do Itaú para startups.

O impeachment tem trazido otimismo para o mercado – sobretudo para investidores e grandes empresas, que investem em startups através de programas de corporate venturing. “Minha visão é totalmente positiva para o mercado de startups brasileiro nos próximos meses. Até maio ninguém via luz no fim do túnel, mas depois do afastamento a visão mudou completamente”, afirma o executivo.

Conforme a crise vai mostrando um sinal de recuperação, alguns indicadores mostram que o otimismo está voltando ao mercado e à economia em geral – algumas empresas voltam a investir, as conversas voltam a acontecer, os investimentos tradicionais começam a performar melhor (olhe o Ibovespa no ano!). “Está ficando cada vez mais quente em todos os segmentos e isso é muito bom”, destaca.

E quando tudo isso acabar, a sensação de “bagunça política-econômica” que imperou nos últimos três anos terá passado e o mercado pode voltar a planejar em um longo-prazo. “Existe uma sensação para que só confirme o impeachment para liberar o que está represado de investimento, essa confusão política atrapalhava muito o Brasil. O cenário que estava não podia continuar, tinha que mudar”, diz.

Por mais que investimentos em startups sejam feitos pensando no longo prazo, o humor do mercado acaba impactando muito as pessoas que realizam esses investimentos, conforme pesquisa da Anjos do Brasil mostra.

Isso não quer dizer que os primeiros dias serão o máximo – o investidor estrangeiro ainda está fora do País por conta da confusão que estávamos passando. “Investidor estrangeiro a gente já percebe um movimento de voltar a conversar sobre Brasil, mas isso não vai ser da noite para o dia. Ele tem que retomar a confiança de que o Brasil é um pais sério, que tenha mais resultados, um governo mais pró-empreendedorismo, recuperação econômica”, afirma Pripas. “No cenário interno, eu acredito que sim, vai ser da noite para o dia”, completa.

Mesmo assim, muitas startups recebiam investimento a despeito do momento ruim que estávamos passando recentemente. “Startup que está resolvendo um problema real do mundo nunca deixou de receber investimento, mas tinha muita coisa que estava sendo represada com o momento. Tenho notícia de startups que estão aqui no Cubo recebendo investimento praticamente toda semana”, salienta Pripas.

Há oportunidades imensas no Brasil de setores que possuem problemas a serem resolvidos. “No mercado de startups, o movimento de Fintechs está muito quente, eu acho que é um setor muito promissor. Temos aqui dentro do cubo alguns cases que estão crescendo exponencialmente, Banco Neon, Kitado e Verios. Esses três casos, de Fintech, estão impressionando todos”, destaca.

O trabalho realizado por Pripas é muito importante para todo o ecossistema brasileiro de startups. “O Cubo preenche uma lacuna de mercado. Todos estudos mostra m que você precisa de cinco fatores para um bom ecossistema: você precisa acesso a talento, capital, ambiente regulatório, cultura empreendedora e densidade. Nós, aqui no Cubo, preenchemos a lacuna da Densidade. São mais de 600 pessoas só para falar de inovação todo dia”, afirma.

Um dos trabalhos que eles fazem lá é mostrar a importância das startups para as empresas que movimentam a economia brasileira. “Ensinamos as grandes empresas a trabalhar com startup, acho isso de grande importância. Corporate é extremamente promissor. É o mercado de corporate que vai fazer a economia girar”, explica.

No Brasil, corporate pode assumir um espaço que, lá fora, são preenchidos por outros mecanismos. “A startup não tem saída aqui no Brasil, então a saída natural é aquisição por uma grande empresa”. destaca. O natural nos Estados Unidos, por exemplo, é que a startup faça uma oferta inicial de ações na bolsa de valores. A Bovespa, por aqui, não tem a tradição de atrair tantas startups assim e muitos empreendedores acabam ficando sem a oportunidade de capitalizar.

No Brasil, porém, precisa de diversas mudanças para atingir o grande potencial que temos – e muitas delas dependem do governo, que ainda cria muitas dificuldades. “Ambiente regulatório precisa melhorar, abaixar o famosa custo-Brasil, diminuir burocracia. Isso com certeza falta e a gente não tem muita influência, infelizmente“, explica.

Um ponto importante é a regulação dos mercados de investimentos, e isso é bom, pois ele acredita que quem está tocando essa regulação é justo. “Eu acho importantíssimo que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) regule o mercado de equity crowdfunding, você abre um novo mercado para empresas captarem. Leonardo Pereira, o presidente da CVM, veio ao Cubo, conversou conosco. Ficamos muito felizes, eles são muito abertos, ele e a equipe”, afirma.

Por isso, ele acredita que as regulações que virão provavelmente será uma muito boa: que saberá levar em conta as necessidades dos empreendedores e a segurança dos empreendedores. “O regulador precisa ter cuidado, mas ele visitar os locais e falar com as pessoas mostra uma disposição de avançar, de pensar no problema dos próximos, de ser justo”, termina.

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