Uber capta US$ 2 bilhões em oferta privada de ações

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Por Isabella Câmara

18 de outubro de 2018 às 15:36 - Atualizado há 2 anos

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Nesta semana, a Uber vendeu US$ 2 bilhões em títulos no que é conhecido como private placement, uma alternativa de capitalização que consiste na venda de participação a um número pequeno de investidores. O acordo foi confirmado por um representante da Uber, em entrevista à Bloomberg, que informou que a venda de títulos já estava sendo finalizada. Essa é a segunda vez, neste ano, que a Uber vende sua própria dívida diretamente – a primeira foi em março, quando a companhia recebeu US$ 1,5 bilhão.

A iniciativa sigilosa permitiu que a Uber limitasse as informações financeiras divulgadas e, em seguida, transmitisse a informação para apenas um grupo seleto de compradores. Isso manteve os olhares do mercado longe dos livros da empresa, que ainda perde dinheiro com a sua expansão global. Embora a falta de transparência dificulte uma avaliação de crédito, a estratégia pareceu funcionar – muitos investidores, inclusive, pediram que a Uber aumentasse o tamanho da oferta.

O acordo também mostra quantos investidores de renda fixa estão dispostos a ignorar a parte da divulgação para obter uma das empresas de tecnologia mais valiosas do mundo, que pode ser avaliada no próximo ano em até US$ 120 bilhões, de acordo com o Goldman Sachs e do Morgan Stanley. “A capacidade da Uber de aproveitar o financiamento em termos amigáveis ​​e com menos divulgação financeira é um testemunho do confronto que o mercado tem com a história (da empresa)”, disse Mike Terwilliger, gerente de portfólio da Resource Alts.

Nesses canais privados, que normalmente são utilizados por empresas menores para levantar fundos rapidamente, os compradores em potencial foram solicitados a assinarem acordos de confidencialidade e só podiam acessar as finanças da empresa por meio de um site protegido por senha. “Eles colocaram uma ‘corda de veludo’ e todos agora querem entrar”, disse Terwilliger. “Eles estão criando demanda, dando a aparência de exclusividade e isso é muito perspicaz da parte deles”.