Três dicas de marketing para startups em tempos de crise

Saiba como fazer mais com menos!

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Por Erica Queiroz

27 de janeiro de 2016 às 22:04 - Atualizado há 4 anos

A crise econômica já está conosco há algum tempo, mas muitas pessoas tinham dificuldade em acreditar que ela tomaria as proporções que vem tomando. Agora parece que ninguém mais duvida de que ela é “para valer”. Há cerca de três dias, saiu uma matéria na página da “Isto é Dinheiro”, relatando a crise que atinge a Vila Nova Conceição, um dos bairros mais nobres de São Paulo. Lojas que estiveram no bairro por muitos anos, de marcas premium, consagradas no mercado, acabaram fechando suas portas, pois não conseguiam pagar o aluguel do imóvel em que estavam. Algo que parece inacreditável para marcas top, num bairro em que, aparentemente, não haveria crise, pois os moradores do bairro são a “crème de la crème” da sociedade paulistana.

Então, se você está iniciando as operações de uma Startup exatamente neste momento, deve ter em mente que a economia não está muito receptiva a produtos e serviços muito caros. Portanto, é preciso oferecer algo que os consumidores afetados pela crise estejam dispostos a pagar, lembrando que a capacidade de consumo das pessoas, como um todo, diminuiu. Receitas tendem a ficar menores e o gasto em marketing precisa ser mais dirigido e otimizado. É preciso criar uma estratégia inteligente para conseguir mais com menos, ou seja, divulgar bem a sua marca ou produto/serviço, gastando menos, já que os retornos esperados não devem tão bons no curto e mesmo no médio prazo.

Mas como fazer isso? Vamos às dicas:

  1. Use e abuse das redes sociais. Crie vídeos e imagens bacanas, ensine divertidamente como usar o seu produto/serviço. Tente maximizar o uso gratuito das redes sociais e, em alguns casos, patrocine um ou outro post mais relevante (com alguns poucos reais, você consegue um número razoável de visualizações no Facebook, por exemplo). Mas lembre-se de que redes sociais não são apenas Twitter e Facebook. Se o seu produto for algo de moda ou beleza, use o Instagram ou o Pinterest, por exemplo. Avalie sempre qual a rede mais adequada. Replique o mesmo post em outras redes em horários distintos, para tentar atingir outro público. Peça, uma vez ou outra, para amigos e parentes darem uma forcinha nas redes sociais (no mundo das startups, friends and family servem para mais coisas do que simplesmente colocar dinheiro no negócio) – isso acaba virando o boca a boca virtual e gera mídia espontânea. Afinal, é mais fácil conseguir ajuda de alguém conhecido do que de um desconhecido.
  1. Crie um blog. Outro modo de ser visto, sem gastar muito (ou mesmo sem gastar nada!) é criando um blog. Na maioria das vezes, sites são estáticos e você não tem muita coisa a acrescentar depois que eles ficam prontos. Então, crie um blog e escreva coisas interessantes sobre o que a sua empresa oferece. Dê dicas de como usar o seu produto ou serviço, coloque fotos, vídeos… Fotos e vídeos são muito visualizados e podem ser muito compartilhados, o que gera resultados potencializados. Use palavras-chave pertinentes, para que o seu blog seja mais relevante nos resultados dos mecanismos de busca. Escreva com frequência, mas sempre assuntos relativos à sua empresa e ao que ela oferece. Não crie títulos chamativos que não têm a ver com o assunto do post. Se alguém clicar em seu post e não encontrar o que estava esperando (título-chamariz equivocado), o seu site será prejudicado na indexação, pois as pessoas ficarão pouco tempo nele (ele perderá posições nos mecanismos de busca). Faça com que o seu site seja convidativo, que as pessoas tenham vontade de passar um tempo nele. Quanto mais tempo ficarem por lá, melhor será a classificação dele nos mecanismos de busca. Assim, o seu blog será encontrado mais vezes e seus produtos e serviços mais conhecidos. E você não precisa investir muito pra isso!
  1. Crie um mailing. Há anos que se anuncia a morte do e-mail, mas ele continua vivo e sendo a mais eficiente ferramenta para conversão e fechamento de negócios. Quando você tem um mailing próprio, os prospects e os clientes são realmente seus, não de uma rede social ou de um veículo de mídia tradicional. Ofereça algo em troca do e-mail de seus potenciais clientes. Pode ser acesso exclusivo a um vídeo específico, a um e-book, a um artigo com dicas relevantes. Enfim, avalie as opções adequadas e capte cada vez mais e-mails. Assim, os prospects podem virar clientes e depois você poderá fazer outras vendas para estes mesmos clientes. Quando as pessoas disponibilizam o seu e-mail para alguma empresa é porque possuem interesse no que foi oferecido em troca do e-mail. Portanto, há mais chances de que elas abram as newsletters que você enviar. E o custo para isso pode ser ínfimo! Lembre-se de que você deve escolher um serviço de mailing adequado e que seja fácil de ser usado (se o registro for muito complicado, as pessoas podem desistir de fazer o cadastro).

Para finalizar, a grande dica é: use a criatividade! Em épocas de “vacas magras”, ganha quem conseguir fazer mais com menos!