Telefónica investe em 1.532 startups ao redor do mundo e lucra R$ 135 milhões

Da Redação

Por Da Redação

16 de janeiro de 2017 às 15:55 - Atualizado há 4 anos

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Investir em startups dá dinheiro, mostra a Telefónica. A companhia espanhola, que aqui no Brasil é famosa por controlar a Vivo, já registrou um retorno de €40 milhões, equivalente a R$ 136 milhões com a venda de sua participação em startups. A empresa investiu € 166 milhões em 1.532 startups ao redor do mundo desde 2011, quando começou o Telefónica Open Future.

Se a lógica de 1 startup com sucesso para cada 10 investidas, a Telefónica terá 153 startups para registrar ganhos. Elas são empresas empresas que participaram do programa de aceleração da Wayra, além das que receberam investimento do fundo Telefónica Ventures e pelos fundos Amérigo.

Na Wayra, a operadora realiza investimentos em startups em troca de participação acionária que varia entre 7% e 10%, que, posteriormente, podem ser vendidos. A empresa tem 11 aceleradoras em 10 países. E em 2017, o ritmo de saídas pode ser maior. “Existe cerca de 70 empresas, algumas muito grandes, nas quais o período de quatro ou cinco anos de permanência como sócios está se esgotando e o normal é que ocorram vendas ou saídas na bolsa da valores”, explica Javier Placer, diretor global do Telefónica Open Future.

Programa no Brasil

E a Telefónica tem grandes investimentos no Brasil! Somos o quarto país com maior número de startups apoiadas desde 2012, ano de criação da Wayra Brasil. No total, foram 58 empresas aceleradas no período, atrás apenas de Espanha (567 startups), Chile (375) e Reino Unido (120 empresas).

Além das startups da aceleradora, que já investiu R$ 9,2 milhões em quatro anos de operação no país, os Fundos Amérigo, que estão em sete países, investiram R$ 40 milhões em seis startups brasileiras, através da gestora de investimentos Invest Tech. As startups aceleradas já captaram outros R$ 64,4 milhões junto a investidores externos e 87,1% delas já comprovaram seu modelo de negócio e registram faturamento.

E em 2016, o Open Future cresceu no país e começou a firmar parcerias para a implantação de espaços de crowdworking, com quatro já lançados com parceiros em São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Eles já apoiam hoje 29 projetos com programa de pré-aceleração.

O primeiro foi o Vale da Eletrônica é fruto de parceria com o Inatel – Instituto Nacional de Telecomunicações – e a Ericsson, em Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais. No Paraná a empresa conta com dois espaços, o Crowd Londrina, em parceria com a UEL – Universidade Estadual de Londrina e o Sebrae Paraná, e o Crowd Hotmilk PUCPR, anunciado em dezembro junto com a Pontifícia Universidade Católica, em Curitiba. Já em São Paulo, o Crowd Senac foi instalado em conjunto com o Centro Universitário Senac – Santo Amaro.

Depois de iniciado no ambiente do Crowd, o empreendedor tem a oportunidade de pleitear novo apoio pelo programa, em uma segunda etapa, por meio da Wayra, onde poderá receber US$ 50 mil em investimento financeiro, além de US$ 50 mil em serviços e aceleração, por um período de 12 meses. “A proposta desses espaços é ajudar a impulsionar o talento local e incentivar jovens com vocação empreendedora a colocar em prática suas iniciativas de base tecnológica, fornecendo infraestrutura de espaço, suporte técnico e mentores capacitados a orientá-los no desenvolvimento de um novo negócio”, ressalta Renato Valente, country manager do Open Future no Brasil.

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