Surge a 1ª “super plataforma brasileira” para mudar e facilitar a sua vida

Da Redação

Por Da Redação

7 de novembro de 2016 às 12:02 - Atualizado há 4 anos

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Edição: a primeira versão desta matéria apresentava um título que não dava a noção exata do que é o 4All. A intenção não é acabar com os aplicativos, apenas centralizar as necessidades dos usuários em uma grande plataforma, somando forças e não subtraindo. O texto foi corrigido. 

José Renato Hopf é um empreendedor famoso no Rio Grande do Sul, principalmente por ter fundado a GetNet, uma das melhores alternativas ao duopólio de Rede e Cielo, que posteriormente seria vendida para o Banco Santander em uma operação bilionária – um dos poucos “unicórnios verdes-amarelos”.

Famoso com a execução passada e com recursos para, Hopf embarcou em um novo projeto: a 4All, o primeiro super-aplicativo nacional – forte candidato ao posto de unicórnio daqui alguns anos. Passou um tempo no Vale do Silício, estudou muito esse novo mundo que está surgindo e no qual a tecnologia é primordial. Decidiu criar algo que trouxesse o mundo real para o digital. É isso que pretende com a 4All, nas palavras do próprio José Renato: “é digital, mas é real também”.

Nesse processo de aprendizado, ele tentou entender a fundo no que o mundo está se transformando nos próximos anos. “Eu acredito na construção da ideia, o que surge e a gente vai aprendendo. Estudamos muito para chegar até aqui, não foi uma mera genialidade surgida em uma mesa de bar”, contou no lançamento do aplicativo, em uma famosa casa de Porto Alegre. O evento contou com a Fernanda Lima e pode demonstrar o potencial do aplicativo para o público presente.

A história recente mostrou dois grandes momentos de mudança: o surgimento da internet na década de 90 foi o primeiro – e grandes empreendedores surgiram ali. “O que marcou muito a gente foi a nova revolução digital. Na década de 90 teve um grande impacto, com grandes empresas sendo criadas, principalmente no ramo do e-commerce. Amazon, eBay, começaram ali”, destaca o empresário gaúcho.

O segundo é o que estamos vivendo hoje, com a digitalização crescente de cada ação humana – poder dado por conta do mobile. “Hoje é o grande boom de algo que não conseguimos definir em uma palavra. Então apelidamos de new digital. Um novo posicionamento de mercado que tem como base o smartphone”, conta o empreendedor, que resolveu embarcar neste momento.

Aí a oportunidade se desenhou na frente: a dificuldade de muitas empresas tradicionais de se envolverem em um mundo diferente do que elas atuavam. “Todas as empresas estão em dúvidas se estão enfrentando um gap digital. Os aplicativos só circulam na camada digital, mas não entram ali. As grandes empresas não conseguem se tornar totalmente digitais”, explica José Renato.

Para tal nasceu a 4All, com o intuito de levar as empresas para dentro de um aplicativo, simplificando como as mais diversas operações são feitas: centralizando-as em um único aplicativo. “Ninguém se preocupou em fazer algo para resolver o problema do gap digital. Aí que surgiu a oportunidade de fazer algo all-in-one. Estamos fazendo algo que ninguém fez”, conta.

Para objetivo tão ambicioso, o aplicativo precisa ser muito completo – por isso seu nome, o 4All, Para Tudo, em inglês. “A gente buscou conectar momentos. Mas quais momentos? Todos. Se fosse só alguns era fácil de copiar. O grande desafio para gente é conectar todos”, explica. Isso significa que você poderá fazer diversas coisas dentro do aplicativo: pagar estacionamento no shopping, marcar um horário para cortar cabelo, pedir delivery de comida, reservar uma mesa em um restaurante, colocar dinheiro no bilhete de transporte público. Tudo.

Assim, na cabeça do usuário, passa a ser: “preciso fazer alguma coisa, vou usar o aplicativo da 4All”, eliminando a necessidade de ter dezenas de aplicativos diferentes que usamos, cada um para um objetivo. Unindo todos sob uma bandeira única. “Nós buscamos ajudar as empresas tradicionais a ir para o digital. A nossa plataforma permite que empresas tradicionais conversem com o mundo digital”, salienta.

Para tal, faz-se um esforço grande para transformar cada equipamento do mundo físico em algo mais inteligente por conta do aplicativo: integrando-se com caixas eletrônicos (o 4All facilita a transferência de dinheiro entre pessoas que se conhecem, sem a necessidade de saber conta da pessoa, por exemplo), cancelas de estacionamento, etc… Tudo isso para conectar empresas com o digital.

Com isso, a 4All se torna algo novo: uma intermediaria entre o mundo real e o digital, sem a necessidade de reprogramar um aplicativo para aquela função. José Renato deu um nome para isso: DaaS. “Fomos deep no mundo físico e no mundo digital. Somos DaaS, Digital as a Service, mas também um MaaS, Marketplace as a Service”, explica.

Para ele, é algo totalmente revolucionário. “Estamos criando um nível de interatividade nunca antes visto na história desse país”, destaca. “Fizemos muitas parcerias. É essencial as parcerias”, conta. Por isso a escolha de Porto Alegre: mercado médio, em que a entrada do empreendedor para parcerias é muito grande. Assim, consegue mostrar o potencial da plataforma 4All muito mais rápido.

Mesmo lá, a empresa estava assumindo uma postura low-profile enquanto desenvolvia a plataforma. “Estamos nos últimos 18 meses bem no-profile. Não falamos para ninguém o que estávamos fazendo”, brinca. No-profile é ainda menos que low-profile: era segredo.

Mas agora chegou a hora da grande revelação e de buscar o posto de uma das principais startups – integrando a plataforma e atingindo todo o potencial existente. “Até o final do ano os serviços vão se integrar em uma única plataforma. E aí nosso target é viralizar em Porto Alegre e depois espalhar. Aqui, conhecemos mais pessoas e somos mais fortes”, destaca.

Com isso, espera-se fazer a 4All cresça muitos nos próximos meses. “Começamos com gastronomia e mobilidade urbana. E estamos com um modelo exponencial de crescimento”, explica o empreendedor.

No momento, a 4All tem alguns aplicativos separados e uma quantidade enorme de usuários – maior que 99% das startups. Tudo isso se transformará um único aplicativo em pouco tempo. “Já temos 8 milhões de usuários, mas não são todos em Porto Alegre, obviamente. Porto Alegre não tem 8 milhões de pessoas”, conta.

Não há dúvidas que a 4All surgiu para se tornar uma startup relevantíssima no mercado brasileiro: para tal, vai aplicar o que José Renato aprendeu de inovação no Vale do Silício. “Procuramos trazer o Sillicon Valley para cá, com vesting para as lideranças e born to be global”, conta. Uma pequena pausa comercial: esse tipo de experiência é o que proporcionamos com a Missão Vale do Silício, do StartSe, para ensinar empresas a cabeça da região que está mudando o planeta.

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