Startup oferece programa de fidelidade transparente e focado no consumidor

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Por Lucas Bicudo

27 de outubro de 2016 às 10:29 - Atualizado há 4 anos

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Zimp é uma startup que veio para dar uma chacoalhada no mercado de programas de fidelidade. Primeiro vamos entender o que há de errado com os tradicionais.

Eles costumam adotar duas práticas que em conjunto são nocivas, tanto para o consumidor, quanto para o lojista: abstração do valor dos pontos, em que a pontuação é mascarada de maneira que o usuário não seja capaz de calcular e converter o valor monetário real dos pontos; e expiração dos pontos, se o usuário não os usar dentro de determinado período.

Juntas, essas práticas permitem que o programa especule de acordo com seu interesse, lucrando com a falta de transparência. Também permite direcionar o resgate dos pontos a parceiros “privilegiados”, que lucram às custas do restante da rede de parceiros. Por fim, com a expiração dos pontos, os programas lucram com a própria ineficiência: o cliente não consegue resgatá-los, eles foram pagos pelo lojista e a operadora embolsa todo o dinheiro.

Não gostou do funcionamento? É também preciso dizer que há melhorias em andamento. Um exemplo é o projeto de lei 4.015/2012, já aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, que proíbe a expiração de pontos.  O mesmo assunto é tema de ações civis públicas contra diversos programas de fidelidade.

Com pontos que não expiram e cada um valendo transparente e equivalentemente a um real, voltamos à Zimp, que traz vantagens ao consumidor e ao lojista. Para o primeiro, o valor de seu ponto é claro, não há prazo para resgate e o processo é simples, tornando a experiência de uso próxima a do dinheiro. Já para o segundo, o programa oferece baixo risco, uma vez que é baseado em performance: não existem custos indiretos como taxa de adesão, mensalidade, licença ou taxa de instalação, não tem o risco do seu investimento ser perdido com expiração e só paga os pontos quando efetua a venda. Isto significa que a Zimp só ganha se o lojista ganhar.

A startup foi fundada por Julia Canalini (CEO), Sérgio Keller (CMO) e Luan Muniz Teixeira (CTO) e tem Manoel Damasceno como investidor e advisor. Julia tem experiência com business development em empresas como iMusica, Samba Tech, Conspiração Filmes e foi sócia da consultoria Venta. Sérgio já passou por empresas como a agência Frog e a Giesecke & Devrient, pioneira na produção, fabricação e processamento de cédulas, documentos de segurança e sistemas de identificação. E Luan já atuou como developer em empresas como Trii, Dizain, Extraball e Scalable Path.

A plataforma já permite acumular pontos nos principais comércios eletrônicos brasileiros. Basta que o cliente se cadastre no site e se conecte ao e-commerce. A partir daí as compras realizadas no parceiro contam para pontuação na Zimp. O resgate dos pontos também é feito diretamente pelo site. O próximo passo é atender as lojas físicas.

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