Startup Memed quer virar plataforma para diversas questões de saúde

Como próximo passo, a startup beneficiará os pacientes com o envio de uma prescrição interativa, por SMS no celular

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Por Da Redação

24 de novembro de 2016 às 13:36 - Atualizado há 3 anos

Aconteceu nesta quinta-feira, 24/11, mais uma edição dos Seminários da revista Brasileiros, em São Paulo, com foco em Inovação – Negócios, Saúde, Urbanismo e Conhecimento.

No painel sobre saúde, a Memed, startup focada na geração de prescrição digital e consulta a toda base de medicamentos da Anvisa, foi um dos destaques com palestra de seu CEO e co-fundador, Ricardo Moraes. A plataforma possui hoje mais de 40 mil médicos credenciados, o que corresponde a quase 10% dos médicos de todo o Brasil.

“Criamos a Memed a partir de diversos estímulos. Meu irmão é médico e, por clinicar no interior ao se formar, percebeu não receber muitas visitas de consultores. Além disso, segundo a OMS, 75% das prescrições têm chance de apresentar erros no Brasil. Portanto, estamos falando em vidas e, por isso, queremos, com a Memed, garantir o acesso do paciente a uma prescrição perfeita, eficiente e inteligente e, ao mesmo tempo, garantir conveniência ao médico em sua jornada diária”, explicou o porta-voz durante sua palestra.

Atualmente, a Memed gera então prescrições digitais, a partir da consulta aos mais de 20 mil medicamentos registrados pela Anvisa. Trata-se de ferramenta gratuita para médicos de todas as especialidades. Possui versão na web e já tem um app para fazer essa busca aos medicamentos. Logo mais, a Memed lançará também o app para gerar as prescrições digitais.

Como próximo passo, a startup beneficiará os pacientes com o envio de uma prescrição interativa, por SMS no celular, de modo a prover o acesso aos preços dos remédios recomendados pelo médico, assim como a possibilidade de já efetuar o pedido para pagamento online com entrega em domicílio ou retirada na farmácia. Algo bem moderno mesmo! Essa prescrição interativa trará igualmente as informações referentes à posologia, de modo a garantir o engajamento do paciente no tratamento estipulado.

“Sabemos que a adesão ao tratamento impacta, de fato, na eficácia desse tratamento. Afinal, todos nós já fomos comprar os remédios e, algumas vezes a farmácia tem um e não tem outro. Isso atrapalha, com certeza, nesse engajamento para cura da doença”, complementou Moraes.

Muita coisa está acontecendo no âmbito da saúde digital. Em termos de pesquisa, a ‘Patients like me’ conta com 250 mil membros e tem mais de 22 milhões de dados sobre doenças compartilhados entre os usuários. O Google está testando um módulo, que consiste na conversa imediata com um médico ao se fazer uma consulta relacionada à dor no joelho, por exemplo.

No que diz respeito ao espectro do diagnóstico, A ‘Cue’ promove uma central de diagnóstico dentro de casa, o que agiliza a tomada de decisão do médico e, consequentemente, beneficia o paciente. No que tange a esfera do tratamento, a ‘Pill pack’ já envia, para casa, remédios separados para todos os dias, tendo em vista o conceito, já vigente nos EUA, do comprimido a granel.

O segmento da saúde está tão em alta no ecossistema empreendedor, que, somente em 2015, mais de 4,5 bilhões de dólares foram investidos em startups de saúde. Dentre as áreas mais investidas pelos fundos, estão: compra de seguro saúde, soluções para saúde pessoal, telemedicina, coordenação entre as áreas da saúde como um todo, etc.

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