Startup do Dia: aplicativo de comparação de preços funciona melhor por abandonar economia colaborativa

Da Redação

Por Da Redação

5 de agosto de 2016 às 14:31 - Atualizado há 4 anos

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“Economia colaborativa” é um dos termos que mais estão na moda recentemente. Mas nem sempre a melhor opção para um serviço é depender da boa vontade de seus usuários, como percebeu a startup brasileira PagPouco, que recebeu um investimento de R$ 1,7 milhão para continuar desenvolvendo um serviço de comparação de preços.

A ideia surgiu do cotidiano dos fundadores, quando tiveram um problema que, imaginaram, deveria afetar outras diversas pessoas também. “Eu e meu sócio, Ricardo Forte, temos uma agência de marketing, e no início de 2014 iríamos fazer um churrasco. Como gastaríamos bastante com cerveja, acabamos indo em 4 supermercados para pesquisar os preços e, depois de fazer uma “maratona”, descobrimos que o mais barato era o primeiro!”, conta Bruno Fernandes, sócio da empreitada.

Pouco tempo depois, os sócios perceberam que o melhor caminho para resolver esse problema seria a tecnologia – e resolveram implementar. “Com isso, a pergunta que ficou foi ‘como, em plena era da tecnologia, precisamos passar por esse tipo de coisa?’, ou seja, temos que gastar um tempão para buscar economia. Foi a partir disso que surgiu toda a ideia do PagPouco para ajudar as pessoas a economizar tempo e dinheiro”, diz.

O investimento de R$ 1,7 milhão foi o primeiro, mas os empreendedores já haviam gasto uma quantia para conseguir colocar o aplicativo no ar. Deu certo. “Foi o primeiro investimento de fora. Antes disso, gastamos em torno de R$ 80 mil, eu e o Ricardo, para botar a empresa no ar e lançar a primeira versão do PagPouco”, afirma.

Contudo, já existem diversas soluções para comparação de preços. E aí entra o maior diferencial do PagPouco: não é colaborativo. “Somos diferentes na questão dos preços. Os outros aplicativos são colaborativos, ou seja, os próprios usuários atualizam os preços”, salienta.

Mas como funciona a solução da PagPouco? “No nosso caso, a gente tem uma equipe de campo que diariamente visita as lojas, com roteiro pré-definido, para coletar os preços”, destaca o empreendedor. 

Ele percebeu que essa seria uma forma de resolver um problema comum de outros aplicativos, que não funcionavam da maneira mais desejável. “Chegamos a esse modelo pois percebemos, em 2014, que as soluções colaborativas na verdade não tinham boa frequência e nem dados confiáveis, então resolvemos ‘fazer direito’.

Para isso, a empresa teve que desenvolver uma logística que permitisse o funcionamento. “Atualmente a gente visita mais de 200 supermercados para coletar e já recebemos preços automaticamente de 43 lojas, que enviam justamente para poder aparecer no nosso aplicativo. Hoje temos 23 consultores de campo e 14 pessoas no escritório”, conta.

O dinheiro do investimento será usado, principalmente, para desenvolver um marketplace para que os supermercados façam as vendas através do aplicativo. A intenção é “gerar comodidade para as pessoas, que poderão saber onde estão as melhores ofertas e efetuar a compra sem sair de casa”. A equipe garante que o crescimento do aplicativo é estonteante: 127% ao mês em quantidade de usuários, além de já possuir mais de 53 supermercados parceiros.

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