Será que Google e Facebook estão com a sua hegemonia finalmente ameaçada pela Amazon?

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Por Erica Queiroz

10 de outubro de 2018 às 10:50 - Atualizado há 2 anos

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Como todos sabem, o mercado de anúncios digitais vem sendo, há anos, dominado pela dupla Google-Facebook. Já era tempo de aparecer uma empresa capaz de balançar esse império e existe uma caminhando para isso: a Amazon!

Em agosto, empresa e-Marketer divulgou que, neste ano, o investimento em anúncios em dispositivos móveis irá superar o investimento em TV e todo o investimento em digital irá responder por aproximadamente 48,5% de todos os gastos em propaganda – mercado até então dominado pelo duopólio Google-Facebook.

Já no final de setembro, a mesma e-Marketer divulgou que a Amazon ocupará em 2018, nos Estados Unidos, a terceira posição no mercado, superando a Oath e a Microsoft.

A empresa ainda diz que, até o final do ano, os anunciantes gastarão cerca de US$ 4,61 bilhões na Amazon, o que corresponde a 4,1% de todo o gasto em anúncios digitais nos EUA. Isso ainda é muito pouco, se pensarmos que a dupla Google-Facebook fica com 57,7% dos investimentos em anúncios digitais, sendo 37,1% do Google e 20,6% do Facebook. Mas também mostra que há muito espaço para uma empresa de peso ameaçar essa dupla.

Uma das grandes vantagens da Amazon é que ela consegue detectar o que o usuário quer comprar, baseando-se em seu histórico de compras/comportamento, não apenas em dados demográficos e interesses, como ocorre nas outras.

Além disso, as pessoas que visitam a Amazon estão muito mais propensas a comprar algo. Então, é provável que vejam um anúncio e pensem mais em uma sugestão do que em um anúncio propriamente dito, uma estratégia muito menos invasiva e, portanto, com mais chances se sucesso.

Pelo mesmo motivo, esses usuários da Amazon já estão numa etapa mais avançada do funil de vendas, tendo uma propensão maior à conversão, o que é extremamente atrativo para os anunciantes.

Ao desenvolver e aperfeiçoar cada vez mais a Alexa, a sua plataforma de inteligência artificial, a Amazon também estará em vantagem nas buscas por voz – e nos anúncios que daí vierem, o que pode ser um grande diferencial no futuro.

A Amazon também possui milhões de dados de clientes do seu Amazon Prime, além daqueles que compram sem assinar o serviço. Apesar de ser uma quantidade muito inferior à da dupla Google-Facebook, ela ganha em termos de qualidade.

Finalmente, a Amazon ainda pode se beneficiar com os problemas de privacidade que o Facebook e o YouTube estão enfrentando, resultando em uma regulamentação mais rígida para ambas.

Agora só nos resta esperar que a Amazon cresça rapidamente nesse mercado (o que não vai ser tão fácil) e, com a concorrência, anúncios mais em conta possam surgir e beneficiar as startups!