Quer empreender com sucesso? Faça sua própria estrada

Da Redação

Por Da Redação

4 de julho de 2017 às 15:35 - Atualizado há 3 anos

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Por Tania Gomes,  CEO da startup 33e34

Minha chegada aos 15 anos de idade foi um pouco diferente da maioria das colegas de escola. Enquanto as meninas da classe ensaiavam os passos para brilharem na valsa de debutante, meu sonho era simplesmente dançar na chuva. A vida comum, com seus caminhos demarcados e cheios de placas, nunca me seduziu. Preferia as estradas alternativas, com seus desafios instigantes e suas oportunidades para criar minha própria trilha.

Tenho lembrado bastante dessa época. Aquele aniversário diz muito sobre quem eu sou hoje. Meus pais ficaram bem assustados com o presente que pedi aos 15 anos: minha emancipação. Não era rebeldia adolescente, tampouco falta de gratidão a quem tão bem me criou. Era a estrada alternativa.

Quando fiz o pedido aos meus pais já tinha planejado por onde iria pisar. A praia era o meu destino. No verão daquele ano, abriria um bar em parceria com o namorado. Surfaria em uma onda de trabalho e diversão, de acordo com a corrente. Mas se convencer meus pais a assinarem a emancipação foi uma tarefa árdua, ainda mais difícil foi levar meu primeiro negócio adiante.

O bar durou apenas alguns meses. Tempo curto para me trazer de volta o dinheiro investido, mas suficiente para me ensinar os prós e contras de empreender. O empreendedorismo é um estilo de vida. Improvável de ser adotado para quem tem medo de fracassar. Difícil de ser seguido para quem não aceita errar. Impossível de ser escolhido por quem não deseja ousar a todo instante, buscando novas rotas em pleno voo.

Aprender com os próprios tombos é rotina para empreendedores de sucesso, mas é preciso maturidade para aceitar que deve ser assim. Talvez esse fosse o maior receio dos meus pais, no momento em que me desejaram boa viagem. Se as palavras deles tentavam me passar confiança, o olhar não escondia as incertezas. Aos 15 anos, ninguém está pronto para assimilar bem as quedas. Aliás, penso que a maior sabedoria é entender que nunca estaremos verdadeiramente prontos, mas sim bem preparados, resilientes, o que faz toda diferença.

Mais de 20 anos se passaram desde aquela temporada na praia. Trabalhei de carteira assinada, abri mais negócios, vendi alguns, fechei outros. Cada passagem teve sua importância na minha trajetória. Quando abro a janela do escritório para começar mais um dia de trabalho, cada manhã vejo uma paisagem diferente. Talvez o cenário à minha frente seja exatamente o mesmo todos os dias, mas enxergo outros detalhes no horizonte. Não preciso fugir para buscar novos caminhos. A estrada alternativa já mora em mim.

Há dois anos, estou à frente da startup 33e34, planejando as estratégias da empresa. Poderíamos ser simplesmente um e-commerce bem-sucedido, atendendo a um nicho de mercado que sempre existirá, entregando para mulheres de pés pequenos um sapato que supra às suas necessidades. Mas isso seria vender, não empreender.

Meu desafio diário é oferecer novas experiências; mostrar mais do que uma bota, uma sapatilha ou um mocassim. Quero levar junto com o produto conceitos que são valiosos para mim, como conforto, qualidade, esmero, design, inovação, determinação, preço justo, disrupção. Se até um passado recente, mulheres que calçam 33 e 34 eram praticamente obrigadas a frequentar lojas infantis, meu objetivo é que agora elas se sintam completas da cabeça aos pés.

Este sonho está virando realidade. A 33e34 já é referência nacional. Trabalhamos com 16 grandes marcas, lançamos nossa própria coleção, criamos uma loja física em São Paulo, chamada 33/34 Experience. Para um futuro próximo, planejo a inauguração de mais lojas 33/34 Experience, espalhadas por grandes cidades do Brasil. Talvez essa ação leve a minha marca de ousadia novamente à praia, mas dessa vez ela irá para ficar.