Quer acelerar o desenvolvimento da sua empresa?

Avatar

Por André Macedo

1 de setembro de 2016 às 15:49 - Atualizado há 4 anos

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

André Macedo*

Saiba como e comece agora. Em minha retomada de artigos aqui no StartSe, convido você, empreendedor, a embarcar nesta jornada tão instigante de empreender. Quem empreende começa para valer e arregaça as mangas. Não tem preguiça e sempre quer mais.

No post de hoje, vou contar uma historinha rápida, de um conhecido meu, que não teve coragem de se arriscar para empreender. E essa falta de coragem foi crucial para levar sua empresa ao buraco em pouco tempo. No entanto, isso só ocorreu por falta de atenção para cinco fatores cruciais na jornada de qualquer empreendimento de longo prazo.

São eles: conversar com o cliente para entender sua real necessidade; analisar a concorrência para saber o mercado onde se está pisando; achar um ponto-de-venda estratégico e que faça sentido para dinâmica do negócio; encontrar fornecedores adequados para garantir a excelência na entrega de produtos e serviços; identificar um canal de venda apropriado para fazer o dia-a-dia acontecer; e, por fim, elaborar um planejamento financeiro seguro e com projeção de, pelo menos, 12 meses para se assegurar quanto ao fluxo de caixa.

Infelizmente esse conhecido meu já começou errado, sem nenhum preparo e com carência de informação quanto ao seu principal fator de sucesso, o cliente. O negócio dele era uma espécie de oficina para caminhonetes em Brasília. Não sei se todos estão familiarizados com a capital de nosso País, mas, para quem ainda não conhece, Brasília é organizada por setores, de modo que se tenha o setor de hotéis, dos Ministérios, dos shoppings, e assim por diante. Dentro desse contexto tem também o setor de oficinas para carros, é claro.

Ocorre que, para economizar, esse meu conhecido não fez nenhuma pesquisa prévia com pessoas que utilizam esse tipo de veículo para saber onde costumam levar seus automóveis quando dá algum pepino. Para economizar, ele pegou um imóvel do pai, sem se ater à aderência da localização com seu negócio, e começou a operar. Cadê a estratégia? Cadê a coragem para se arriscar e alugar um imóvel adequado para empresa? Não existiu. Por que está montando uma empresa mesmo? Essas são as perguntas que, como empreendedores conscientes, devemos fazer.

Temos anúncios em jornal, por exemplo, nos quais encontramos pessoas querendo vender caminhonetes e, naturalmente, estão aptas a serem contatadas a respeito desse assunto. Ele poderia então ter ligado para umas 200 dessas pessoas, de forma a checar qual canal de pesquisa usado na busca por alternativas de oficinas para manutenção.

Vamos supor que a maioria respondesse Google e oficina mecânica do José no setor de oficinas F. Bingo! A resposta estaria dada. Isso precisaria ser a primeira premissa de seu negócio, ou seja, deveria gastar o que fosse necessário para aparecer bem na primeira página do Google e deixar seu site em ordem, de forma que seu posicionamento orgânico fosse igualmente favorável.

Além disso, deveria observar a concorrência, indo até o setor de oficinas mesmo, para entender, na prática, como funciona tal realidade. Para tanto, poderia passar cerca de duas horas, de segunda à sábado, na região, sempre em frente à uma oficina diferente para estimar, mais ou menos, a quantidade de clientes atendidos, o tipo de caminhonete usada e a atividade realizada. Se entra um carro por hora e coloca um estribo, uma lona marítima, mais ou menos quanto giraria por dia? E por semana? E por mês?

Com isso, estaria apto a calcular as despesas, num primeiro momento, que compreenderiam o aluguel do ponto-de-venda e os gastos com anúncios no Google, a adequação do site e as mercadorias. Em contrapartida, estimaria a receita baseada em suas observações da concorrência, lembrando que a frequência, no início, seria menor.

Calculados esses dois pilares do negócio, faria um plano de 12 e 24 meses para saber quanto gastaria no período para estimar, por alto, quanto precisaria lucrar. Assim, poderia avaliar, com segurança, se compensaria ou não arcar com um aluguel no setor indicado para essa natureza de negócio em Brasília.

No entanto, como perceberam, a jornada desse meu amigo empreendedor foi fracassada, apesar de o erro pertencer ao ecossistema empreendedor, como todos nós sabemos. Acontece que, para se começar qualquer negócio próprio, é imprescindível se atentar aos pontos colocados no início dessa conversa. No entanto, precisa estar consciente de que a trajetória requer coragem, audácia e dedicação.

Fica a dica para quem estiver em fase de iniciação de um novo desafio nesse âmbito empreendedor. Se eu, André Macedo, montasse mais uma startup hoje, listaria os 30 aspectos principais de meu negócio e o que passasse pela minha visão nesse primeiro momento seria pequeno, uma vez que conseguiria resolver quando estivesse voando.

*André Macedo é um dos fundadores da ZeroPaper (www.zeropaper.com.br), startup que, em menos de dois anos, conquistou mais de meio milhão de clientes e faturou mais de R$ 2 milhões no mesmo ano com sua ferramenta de gestão de finanças para micro e pequenas empresas. Em janeiro de 2015, a ZeroPaper foi comprada pela Intuit (www.quickbooks.com.br), maior desenvolvedora global de software para gestão financeira. Atualmente, André Macedo responde pela operação no País como Country Manager da Intuit Brasil.

O executivo já teve outras duas startups e é formado em Tecnologia em Redes de Computadores e Sistema de Informações com MBA em Gestão de Segurança da Informação. Sua carreira foi focada no mercado de Finanças, no qual trabalhou por mais de 12 anos, em bancos públicos e privados, passando pelas áreas de TI, Segurança da Informação e Gerência de Projetos.