Quando usar o seu nome na empresa?

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Por Claudio Nasajon

6 de abril de 2016 às 15:28 - Atualizado há 4 anos

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Uma Fotógrafa, ao estruturar uma campanha de lançamento, perguntou-me o que achava de ela usar o seu nome próprio na marca. Curiosamente, poucos dias depois, um corretor imobiliário que está montando a sua própria empresa perguntou-me se seria uma boa estratégia chamá-la de “Juliano Barbosa Imóveis” (o nome fictício, mas o caso é real). Eu vivi esse dilema quando montei a empresa que leva o meu sobrenome e posso dizer com certeza que, como tudo na vida, há “prós” e “contras”. Usar o seu nome para batizar a empresa ou algum produto tem vantagens, mas alguns inconvenientes. O objetivo deste artigo é compartilhar a minha experiência nesse assunto para ajudar você a tomar a sua melhor decisão.

Qual é a vantagem de usar o meu nome na marca da empresa ou de algum produto?

Bem, a primeira é que isso massageia o ego. Não há dúvida de que o reconhecimento é legal, e embora isso não entre na conta do valor da empresa, certamente tem um peso importante na decisão e deve ser considerado. Se você quer fama, pode conseguí-la colocando o seu nome na empresa, ou nos produtos, e torná-los sucessos de bilheteria.

Outra vantagem, mais tangível, é que ao colocar o seu nome, você “personaliza” a marca, mostra que há alguém por trás dela. Isso ajuda a construir confiança. Quando eu apareço nos comerciais e digo que você pode confiar num sistema de gestão que tem 34 anos de experiência, estou colocando a minha própria credibilidade pessoal em jogo. Isso tem um risco para mim, porque se o produto der problema o nome pode ser prejudicado, mas por outro lado, ajuda a mostrar aos clientes que “estamos no mesmo barco” e se o produto for bom, eu viro herói.

Finalmente, uma terceira vantagem que vejo em usar o nome próprio na marca é a diferenciação. Salvo se você se chamar “João da Silva” ou “Maria Santos” que são nomes digamos pouco diferenciados (caso em que sugiro buscar outro caminho), uma empresa com o seu nome não vai ser fácil de confundir com as concorrentes.

Usar o nome próprio na marca da empresa ou dos produtos tem vários inconvenientes.

Usar o seu nome na marca da empresa ou dos produtos tem vários inconvenientes. Conhecê-los pode ajudar você a tomar uma decisão mais embasada. Vamos a eles:

A personalização vincula a empresa a você. Isso pode ser bom, como mostrei no parágrafo das vantagens, mas também é ruim porque  você passa a ser uma peça-chave na operação. Quem contrata um serviço do Escritório de Design do José vai querer que o José se envolva no trabalho. Isso limita o crescimento. Se a Clínica do Dr. Ribamar exigir que o Dr. Ribamar participe dos atendimentos, o número de clientes que ela pode ter está limitado ao volume de pessoas que o Dr. Ribamar pode atender. Isso é ruim.

A personalização reduz a vendabilidade. Se a empresa está vinculada a uma pessoa específica, fica difícil que outro alguém assuma a operação, mesmo que seja um descendente direto. Colocar o seu nome da empresa, ou nos produtos, criar uma barreira desnecessária.

Então, quando vale a pena usar o nome na marca?

Sumarizando os dois blocos anteriores, eu diria que de uma forma geral não é boa estratégia usar o seu nome para batizar a empresa, ou produtos, salvo se isso for um sonho de criança que precisa realizar para não sofrer de frustração intensa.

A única exceção é quando você já tem um nome conhecido (ou tem licença para usar um). Se você é filho do Pitangui, por exemplo, deixar de usar o nome numa clínica de estética seria jogar fora um patrimônio já construído sobre a marca. O Pitangui já pagou o preço da fama e construiu a marca forte – agora quanto mais usar, melhor.

Se você está começando agora e não tem uma marca forte por trás, contudo, prefira criar uma marca “impessoal” que possa passar adiante mais tarde. O esforço de construção da marca será essencialmente o mesmo e você não “paga o preço” da fama se algum dia quiser vendê-la.

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Até a próxima!

Claudio Nasajon