“Projetos inovadores são aqueles que podem tirar o Brasil da crise”

Da Redação

Por Da Redação

1 de agosto de 2016 às 19:00 - Atualizado há 4 anos

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O mercado de startups brasileiro está cada vez melhor – basta ver a crescente quantidade de investidores e empreendedores qualificados que entraram nele nos últimos meses. E alguns dos principais players estão otimistas, com crise ou sem crise. “Estou bem animado com a maturação que tenho acompanhado no ecossistema empreendedor do Brasil”, afirma Ricardo Politi, co-fundador do Broota, uma das principais plataformas de equity crowdfunding do Brasil.

Na visão dele, um ambiente de crise pode ser negativo para muitas das startups que estão entrando, mas apenas para as que estão mal estruturadas – já que as boas sobrevivem na crise. “Se por um lado a economia recessiva coloca em cheque a sobrevivência de muitas Startups, vemos por outro lado que aquelas bem estruturadas conseguem se manter firmes e crescer de maneira acelerada mesmo na crise, inclusive ganhando market share dos concorrentes que deixam o mercado”, diz.

Um ponto importante que ele ressalta é a existência de uma espécie de “corrida atrás do ouro” – e que isso tem implicações negativas para os empreendedores mais desavisados. “Acredito que este movimento é importante, pois o mercado é cíclico por natureza, e ao meu ver este ‘hype startupeiro’ faz com que muitas pessoas se lancem no mercado, mas com projetos mal estruturados ou com pouco preparo dos empreendedores para o desafio de se iniciar um negócio”, explica.

Estar em uma espécie de corrida atrás do ouro em plena crise é estranho – pois outros players possuem incentivos contrários e estão tentando fugir do risco neste exato momento. “Sendo assim, quando o assunto é investimento, acredito que vivemos um momento antagônico, onde por um lado temos startups mais qualificadas para se investir, o que atrai a atenção de cada vez mais pessoas interessadas em apostar financeiramente nessas ideias, mas o momento econômico recessivo atual e a taxa de juros elevada podem/devem interferir no apetite de investidores por essa classe de ativo de altíssimo risco, longuíssimo prazo e baixíssima liquidez”, destaca.

Portanto, na visão de Politi, existe um impacto negativo, sim. “Se eu disser que uma crise econômica não tem impacto nas escolhas financeiras e na composição do portfólio de investimento dos brasileiros eu vou estar mentindo. É evidente que as incertezas geradas por períodos econômicos difíceis e, principalmente, associado a instabilidade política, faz com que o investidor tenda a alocar uma maior parcela de seus investimentos em ativos de baixo risco, a fim de evitar grandes perdas durante esse período”, afirma.

Mas, isso é compensado pela maturação do mercado brasileiro. “Entretanto, a pesquisa mais recente da Anjos do Brasil mostra que o investimento anjo, que vinha crescendo ano após ano, deverá ao menos se manter estável nos próximos anos, indo contra a hipótese que apresentei acima”, lembra, mencionando a pesquisa também já mencionada por Cassio Spina.

E portanto, acha que a crise está sendo bem proveitosa. “Nesse sentido, na minha opinião, o fato de não haver uma retração no volume pretendido para se investir em Startups pode ser reflexo de um mercado de investimento anjo mais maduro, também onde investidores reconhecem que são os negócios inovadores que podem tirar o país da crise, e que portanto são nas épocas de crise como o atual que boas oportunidades de investimento surgem”, destaca.

Para ele, existem muitas oportunidades que podem ser aproveitadas pelos empreendedores. “Se o empreendedor brasileiro souber aproveitar os problemas inatos e específicos de nossa nação (como as favelas) e criar soluções, não apenas melhorias incrementais como inovações disruptivas, não tenho dúvidas que o Brasil poderá se tornar um celeiro de inovação nos próximos 5 a 10 anos”, destaca.

A hora de empreender é agora

Não há dúvidas, porém, a hora de empreender é agora: “em um mundo como o atual, com baixíssimas barreiras de entrada, é muito fácil para jovens empreendedores se aventurarem com bastante agilidade e baixíssima necessidade de capital”, salienta.

“Entretanto, como comentei anteriormente, só terão sucesso àqueles negócios que, além de uma ideia brilhante, será executado com excelência por empreendedores bem preparados, ambiciosos e resilientes”, afirma, lembrando que o preparo é muito necessário que o empreendedor esteja preparado para que ele obtenha sucesso em suas empreitadas.

A crise abre portas e cria grandes oportunidades para os empreendedores. “Em períodos de crise, de fato muitas oportunidades surgem, uma vez que abre espaço para negócios inovadores que consigam atuar de forma mais enxuta e ágil frente às grandes corporações, gerando redução de custo ou ganho de eficiência para seus clientes finais”, destaca Politi.

Só que o risco é aparente e pode atrapalhar os planos, sim, mesmo dos melhores empreendedores. “Mesmo assim, temos que levar em consideração uma demanda menos aquecida e menos tomadora de risco, o que não garante que mesmo bons negócios sucedam em períodos de crise”, afirma Politi.

O mercado está melhorando

O co-fundador do Broota, porém, não esquece de dizer o quanto o mercado está avançando e isso que isso é muito importante. “Existem diversas maneiras de fomentar o desenvolvimento do mercado de investimento coletivo para Startups no Brasil, que passam pelo amadurecimento do ecossistema empreendedor e do desenvolvimento do investimento anjo”, salienta.

“Do lado empreendedor, vemos que educação e ambiente de negócios são dois pontos de extrema atenção no Brasil. Percebesse que os empreendedores brasileiros, apesar de terem tanto brilho e garra quanto o americano, por exemplo, possui menos formação e preparo para a tarefa árdua de se levantar um negócio disruptivo, em parte explicado à ineficiências na academia/universidades, mas também ligado à questões culturais e históricas do Brasil”, diz.

O Brasil, porém, continua sendo o Brasil – e isso pode ser um entrave na hora de empreender por motivos que todos nós sabemos. “Adicionalmente, a burocracia existente no país inibe o empreendedorismo, refletido por exemplo na dificuldade em se abrir/fechar uma empresa ou mesmo o nosso complexo sistema tributário”, conta.

É necessária também uma mudança cultural que permita que o brasileiro tome mais riscos. “Já do lado do investimento anjo, vejo que um grande desafio a ser vencido é cultural. Historicamente, o investidor brasileiro é avesso ao risco, priorizando investimentos em renda fixa e imóvel frente à ações”, explica.

Isso também se estende para investimentos mais consagrados do que as próprias startups. “A própria Bolsa de Valores brasileira possui um número muito pequeno de investidores pessoa física brasileiros, o que torna ainda mais difícil atraí-los para o investimento anjo, cujo risco é ainda mais elevado”, afirma.

E para isso, a educação é o que deve ser o diferencial, educando os investidores a aceitarem este tipo de ativo. “Para vencer esta barreira inicial, é importante educarmos o mercado sobre como investir de forma coerente/eficiente nesta classe de ativos, assim como fomentar projetos de lei que visem trazer mais segurança jurídica para o investidor”, termina.

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