Programa de internet "grátis" do Facebook é banido de vez na Índia

Avatar

Por Paula Zogbi

11 de fevereiro de 2016 às 10:41 - Atualizado há 5 anos

Logo Black Friday 2020

Nossos melhores Cursos Executivos ou Programas Internacionais com até 50% off

Quero saber mais

Vem aí a melhor formação de líderes do Brasil

Logo Liderança Exponencial Aprenda as novas competências fundamentais para desenvolver uma liderança exponencial e desenvolva diferenciais competitivos para se tornar um profissional de destaque no mercado.

100% online, aulas ao vivo e gravadas

Próxima turma: De 14 a 17/Dez, das 19hs às 22hs

Inscreva-se agora

O governo indiano acaba de proibir em definitivo a plataforma Free Basics, do Facebook. E o investidor Marc Andreessen, membro do conselho da rede social, não gostou nada disso.

Uma regra divulgada pela Autoridade Regulatória de Telecomunicações da Índia proibiu quaisquer serviços de internet que permitam acesso a aplicativos e sites específicos sem usar os dados dos pacotes de celular: justamente o que o Facebook propunha.

Desde o anúncio da plataforma, críticos temiam que ela fosse uma maneira de alienar as pessoas a usarem apenas aplicativos que tivessem relação com o Facebook, uma espécie de censura. A rede social, por sua vez, argumentava que a ideia era fornecer acesso à internet aos mais pobres.

Isso não agradou muito o Facebook, que investiu bastante dinheiro no projeto, e nem pessoas ligadas à rede. Em seu Twitter, o investidor de risco Marc Andresseen, ao tentar argumentar a favor do Free Basics, acabou criando muitos inimigos. Isso porque acabou comparando o serviço ao colonialismo.

“Anti-colonialismo tem sido economicamente catastrófico para o povo da Índia por décadas. Por que parar agora?”, ele escreveu, em um tuíte que posteriormente foi apagado, de acordo com o site ReCode.

O problema é que isso, além de reacender um debate sobre a luta contra o colonialismo e a fonte de crescimento econômico da Índia, também “pega mal” para o Facebook conforme dá a entender que a ideia do programa poderia ser “colonizar” essas pessoas através da internet.