Plataforma permite investir em fase mais lucrativa do mercado de imóveis

Da Redação

Por Da Redação

21 de setembro de 2016 às 16:27 - Atualizado há 4 anos

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Muita gente (e, por muita gente, entenda boa parte da população brasileira) acredita que o mercado de imóveis é o melhor tipo de investimento que existe. Eles não estão certos, mas também não estão errados. Há suas desvantagens e suas vantagens, como qualquer outro tipo de investimento.

Mas o fato é que a maioria das pessoas não investe na fase mais lucrativa do mercado de imóveis: a incorporação. Pudera, é muito caro – no mínimo R$ 500 mil – para fazer esse tipo de investimento. Além disso, era muito difícil de fazer o próprio relacionamento mesmo com a construtora. Isso acaba agora, com a Urbe.me, plataforma de equity crowdfunding para incorporações.

A companhia lançou no ano passado sua plataforma, depois de estruturar direitinha a operação com a CVM – a xerife do mercado brasileiro. “Urbe é a primeira plataforma de equity crowdfunding imobiliário do Brasil, começamos em 2013 a estruturar a operação e 2015 lançamos a captação”, explica Paulo Deitos, sócio fundador da Urbe.me.

Com a plataforma, foi possível democratizar a parte mais rentável do mercado imobiliário e transformá-lo em acessível para o usuário médio. “É para qualquer um, a partir de mil reais. Qualquer um possa entrar no mercado antes restrito só a grandes investidores. A remuneração de incorporação é atrativa, muito diferente de comprar imóvel na planta”, explica, acabando com um mito do setor.

Com a Urbe, é possível retirar muito dos empecilhos que o impediam de participar de incorporação, já mencionados. “Antes você tinha que conhecer o incorporador para ser sócio na sociedade. Era tudo muito complexo, ninguém conseguia investir em incorporação com menos de R$ 500 mil. E isso é muito bom, pois a incorporação é a parte mais rentável do mercado imobiliário, pois envolve muita expertise e muito capital”, conta.

Entrando nesta fase, o investidor precisa de um período um pouco mais demorado para receber seu investimento novamente, mas não fica a mercê do “tudo ou nada” da experiência de comprar o imóvel na planta. Você recebe uma parte ideal de cada apartamento, de acordo com teu investimento – e sempre que o incorporador receber, você também recebe, sendo que o grosso vem quando é dado o Habite-se. “O usuário recebe trimestralmente sempre que tiver recebimento por parte do incorporador e entre 24 meses e 6 anos, seu investimento está quitado”, destaca. Você pode ver os atuais empreendimentos no site.

É válido lembrar que estamos em um momento de baixa do mercado imobiliário nacional. Mas Paulo destaca que isso, na verdade, é positivo para a empresa. “Isso foi muito bom. Foi totalmente sem querer, mas foi muito bom lançar no período de baixa do mercado imobiliário, quando haviam retirado o financiamento via poupança e FGTS”, explica. Com isso, os incorporadores tiveram que ir atrás da Urbe para financiar novas

Contudo, se a desaceleração do mercado imobiliário não foi ruim, o apetite do mercado em geral é um pouco mais baixo por conta da crise econômica e política sem precedentes que o Brasil vem vivendo.“Mas a crise econômica atrapalhou um pouco, mas estamos no ponto de inflexão. As duas crises estão ficando para trás”, destaca.

Destaca-se o fato, porém, de que existem partes do setor imobiliário que estão aquecidas – como os imóveis para um único habitante em grandes centros. “Por mais que o mercado como um todo esteja meio parado. Sempre tem nichos que não estão mal, que estão performando bem”, afirma Paulo.

Não é necessário ter medo se o seu projeto não vender total – se o prazo acabar, você acaba sendo remunerado mesmo assim, só que com a Selic, ao invés de usar a taxa de juro prometida. Mas a empresa escolhe os projetos que possuem maior chance de conversão máxima. “Fazemos uma boa seleção antes, escolhemos a dedo os empreendimentos que estão indo para a plataforma”, diz.

Para ele, isso é parte integral dos deveres que a plataforma possui com os clientes. “Entendemos que isso é uma parte muito importante de nosso trabalho, buscamos os melhores projetos. Se não fizermos essa curadoria, pode ter alguns problemas. Alguns projetos podem ser mal planejados, demorar mais para vender“

Por fim, Paulo destaca que acredita que a plataforma que ele ajudou a fundar com mais 6 sócios é importantíssima para o desempenho do mercado imobiliário, dando mais liquidez e eficiência para que ele consiga performar ainda melhor. “Ajuda muito o mercado imobiliário brasileiro. São os dois problemas principais, o terreno e o financiamento. Você tendo solução para os dois, o sistema é mais eficiente. Provemos uma solução para financiamento”, termina.

Planos futuros? Possivelmente resolver o outro grande problema do mercado imobiliário: terreno. Mas isso é papo para outra matéria…

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