Pílula Digital: comprimidos inteligentes já podem controlar seu tratamento

Junior Borneli

Por Junior Borneli

25 de janeiro de 2018 às 17:12 - Atualizado há 3 anos

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Quando um paciente recebe a indicação de uso de um medicamento e não segue o tratamento, ele causa uma série de problemas: prejudica sua própria saúde, gera mais despesas para o SUS ou operadoras de planos de saúde e ocupam o lugar de outro paciente em hospitais, por exemplo.

A estimativa é de que a “não adesão” aos tratamentos indicados pelo médicos gere um prejuízo de US$ 100 bilhões por ano. Essa será uma das tecnologias tratadas durante o Health Tech Conference, maior conferência sobre tecnologias para a saúde, que na edição de 2017 reuniu mais de 1 mil médicos, empreendedores e executivos da indústria farmacêutica.

A pílula digital, desenvolvida pela farmacêutica Novartis, pode ser uma solução para todos esses problemas. Ela funciona assim: quando um paciente ingere um “comprimido digital”, o médico e familiares são informados através de um aplicativo, de forma automática.

Com o tamanho aproximado de um grão de sal, o sensor não tem bateria nem antena e é ativado quando o suco gástrico o umedece. Isso fecha um circuito entre revestimentos de cobre e magnésio dos dois lados, o que gera uma pequena carga elétrica. Depois, o sinal é enviado para os receptores.

A tecnologia já foi aprovada pela FDA, agência regulatória dos Estados Unidos, e está sendo utilizada em medicamentos para esquizofrenia. Em breve estará disponível também em medicamentos para diabetes e para tratamento do coração.

As previsões são de que, a longo prazo, essa tecnologia impacte toda uma cadeia. Um exemplo claro são os Os Planos de Saúde, que poderão cobrar menos de pacientes que seguem a risca os tratamentos.

Para saber mais sobre o Health Tech Conference, acesse o site e confira todos os detalhes.