Pesquisa mostra como andam as AgTechs, setor dos mais promissores no Brasil

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Por Lucas Bicudo

7 de dezembro de 2016 às 09:30 - Atualizado há 4 anos

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Foi apresentado na última quinta-feira (1), durante o AgTechDay, o 1º Censo AgTech do Brasil. A AgTech Garage, que realizou a pesquisa, é uma venture builder focada na construção de startups que solucione os problemas e aumentem a competitividade e sustentabilidade do agronegócio brasileiro. Foram 75 startups participantes e aqui seguem os resultados:

Perfil dos empreendedores

44% dos fundadores dessas startups possuem entre 31 a 40 anos de idade. Na sequência, vem aqueles que estão entre os 26 e 30 anos, com 25%. Depois, com 16%, são os que possuem mais de 40 anos. 12% equivale aos que possuem entre 21 e 25 anos. Menos de 20 anos é apenas 3% de todos os pesquisados.

Nessas agtechs, 24% possuem uma equipe maior de 6 pessoas. Entre 4 e 5, são 44%. Até 3, apenas 32%. 28% são voluntários, 21% são consultores, 22% bolsistas, 29% em regime CLT e 40% fundadores.

Integrante com expertise técnica relevante: 12% não e 88% sim. Integrante com expertise técnica obtida em pós-graduação: 47% não e 53% sim. Integrante com expertise na área de administração de empresas: 24% não e 76% sim. Integrante com expertise na área de programação: 35% não e 65% sim.

As startups

A origem da ideia desses projetos veio 21% de escolas e universidades; 21% de empresas as quais fundadores previamente atuaram; 6% de hobby; 15% de demanda não atendida como consumidor; 6% de vivência com negócios familiares; e 20% de observação de outro mercado.

O mercado de agtechs teve seu pico em 2015, com 30% das empresas começando suas operações. Antes de 2013, foram fundadas 12%; em 2013, o número caiu para 8%; em 2014, um ânimo: 26%; esse ano de 2016 tivemos 24% das pesquisadas abrindo suas portas.

São Paulo comanda as operações, com 50% das startups em operação. Na sequência vem Minas Gerais, com 18%; Paraná, com 9%; Santa Catarina, com 8%; Rio Grande do Sul, com 7%; e outros estados com apenas 8%.

Entre as principais dificuldades que elas encontraram pelo meio do caminho: 66% são relacionadas a encontrar capital inicial para investir na ideia; 49% na conquista dos primeiros clientes; 48% de uma equipe que não se dedica full-time; 18% para encontrar o co-fundador e montar a equipe; 12% na falta de conhecimento em administração de empresas em geral (marketing, finanças, contratos); 10% na falta de conhecimento/dados de mercado e dos potenciais competidores; 9% na falta de conhecimento técnico na área de atuação; e 6% reclamam da falta de convivência com outros empreendedores para trocar experiências.

80% dessas startups tiveram dificuldade em captar investimentos. 42% dessa amostragem não recebeu, usou recursos próprios e/ou realizou financiamentos em bancos; 25% acionaram família/amigos; 24% de fundo perdido; 9% através de aceleradoras; 6% recorreram a anjos; 4% capital de risco (a); e 1% capital de risco (b).

Taxas de crescimento ao ano: 17% cresceram mais de 50%; apenas 9% ficaram entre 31% e 50%; 6% entre 11% e 30%; e 5% cresceram entre 1% e 10%; 60% não determinaram suas taxas.

55% delas não faturaram no primeiro ano de operação; 18% conseguiram levantar até R$ 50 mil; entre R$ 50 mil e R$ 100 mil foram apenas 2%; entre R$ 100 mil e R$ 300 mil esse número sobe para 10%; e mais de R$ 300 mil foram 12%.

Mercado

Área de atuação: 25% em equipamentos inteligentes (IoT) e hardware; 24% em agricultura de precisão; 50% em softwares para gestão; 56% em tecnologias de suporte à decisão; 5,3% em saúde e nutrição animal; 4% em biomateriais e bioquímicos; 9,3% em drones e robótica; 5,3% em foodtech; 12% em segurança alimentar e rastreabilidade; 9,3% em agricultura indoor; 10,7% em irrigação e tecnologias ligadas ao consumo de água; 13,3% em comercialização de produtos agropecuários; 14,7% em comercialização de insumos; 16% em proteção de cultivos; 18,7% em consultoria.

Principais mercados atingidos: 49% soja; 46% milho; 41% cana-de-açúcar; 32% café; 14,7% citricultura; 18,7% culturas florestais; 28% pecuária de corte; 17,3% pecuária de leite; 6,7% suinocultura; 9,3% avicultura; 2,7% piscicultura.

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