Os problemas de um mercado muito otimista e capitalizado

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Por Lucas Bicudo

16 de março de 2016 às 17:06 - Atualizado há 5 anos

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Vem acontecendo um burburinho, nos últimos cinco meses, sobre uma saturação do mercado tecnológico e a necessidade de sua correção. Entre as perguntas básicas sendo feitas estão: “o dinheiro está secando?”, “engenheiros estão realmente saindo de seus trabalhos?”, “as vendas estão diminuindo?”.

Todas essas preocupações de fato parecem indicar uma mudança no clima do setor de serviços tecnológicos, mas nos acalmemos em afirmar que o mercado está saturado e/ou precisa se renovar. Esse tipo de constatação costuma receber um hype fora do comum e nós não estamos enfrentando a próxima crise dos pontocom, como relata o site TechCrunch. O que observamos são fundos que continuam sendo financiados, mas na atual conjuntura, de maneira mais cautelosa e calculista.

Mesmo que o drama envolvido nessa questão seja um pouco exagerado, ainda há pontos que não podem ser subestimados e que devemos nos atentar. Nos últimos quatro anos, presenciamos injustificáveis e gigantescas aquisições de empresas, que inflam o valor de outras e perpetuam um mercado inchado de quantias irreais e nada alinhadas com a realidade. Parecida com a bola de 2000.

Companhias são forçadas a abrirem capital quando seus valores de mercado estão muito altos e acaba o romance no ponto em que essas são colocadas na parede e espremidas. Costumam ocorrer demissões e a realidade bate na porta: aquela velha discussão sobre crescimento de usuários contra o crescimento de receitas.

E o mercado, assim, fica quebradiço, sofre as desvantagens de uma super capitalização. Não é o melhor momento para se começar um negócio, mas também está longe de ser o pior.