O que aprendi ao ficar sem o UBER

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Por Isabella Câmara

13 de junho de 2016 às 18:56 - Atualizado há 4 anos

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Publicado originalmente no Blog do Empreenda Junto

Eu não dirijo, não gosto, não tenho paciência para transito e nem ao menos me preocupei em tirar minha carteira de motorista ao complementar 18 anos como quase todos os meus amigos, na verdade, ainda tenho minhas duvidas se um dia irei tirar, afinal, mesmo sabendo que pode ser algo bem util em emergências a cada dia aparecem novas alternativas que a tornam bastante dispensável para alguém que leva o meu estilo de vida. E justamente por não dirigir que criei o habito de usar bastante os serviços do UBER.
Eu também prefiro usar o transporte coletivo sempre que posso, afinal me ajuda a economizar e me aproxima “do mundo real”, já tive algumas boas ideias sobre como melhorar os produtos e serviços de algumas startups que participo fazendo isso, afinal, as respostas estão sempre lá fora, e o transporte público é uma boa forma de conhecer o lá fora.
Porém, essa semana viajando a trabalho e lazer em São Paulo, tive alguns problemas com o UBER, serviço que apesar de ter algumas criticas quanto ao modelo de negócios nunca havia deixado a desejar no que se propõe e enquanto cliente jamais tive algo a reclamar, porém esse serviço por algum motivo que desconheço simplesmente passou a recusar meus cartões de créditos a partir do meu segundo dia na selva de pedra. Usar o transporte público era uma opção em partes, porém em alguns compromissos já marcados seja por conta de horários ou por comodidade eu não poderia depender deles, logo fui forçado a buscar alternativas ao UBER.
A primeira delas foi voltar a usar serviços de Taxi convencionais, comecei baixando o APP do 99Taxis, que não funcionou em algumas tentativas, mas depois de um tempo me habituei ao uso, sincronizei minha conta do PayPal (O que pessoalmente me deixa mais tranquilo do que informar cada cartão de credito que tenho caso por algum motivo um deles não seja aceito), e conheci o 99TOP, o serviço de “Black Taxi”, algo que surpreendentemente me deixou bastante satisfeito, o preço do serviço estava com um desconto de 15% o que o torna competitivo com o Uber Black (ou seja, mais caro que o X porém mais barato que um “taxi normal”), e o atendimento também se equiparava, carros novos, motoristas educados, caminhos indicados pelo waze, pagamento feito diretamente pelo app, bem, tudo como já estava habituado, o único problema era a demora excessiva para que o taxista chegasse até o ponto de encontro quando eu solicitava um carro (variando entre 5 e 10 minutos pelo menos).
Agua do Cabify
A segunda alternativa que testei foi o Cabify, o serviço é novo no Brasil operando a somente 2 semanas enquanto escrevo esse texto, mas que novamente foi tudo o que eu esperava. Preço compatível com o Uber Black, atendimento primoroso, alguns mimos, e diferente do 99Top o motorista chegou em um tempo compatível com o Uber (3 minutos), para completar, ainda ganhei 20 reais de desconto na primeira corrida ao usar o código CABIFYEMSP.
A essa altura você deve estar se perguntando, mas o que isso tudo significa? Bem, significa que por muito pouco eu não perdi algumas reuniões super importantes, que não fiquei preso em um bairro bem distante de onde estava o meu apartamento alugado pelo AIrBNB na madrugada de SP em uma das épocas mais frias do ano, no final das contas, meu plano A deu errado, mas felizmente eu possuía alternativas, plano B, C, D e E (que não precisei usar).
E isso é algo muito importante quando falamos de negócios! Muitas vezes vi empreendedores brilhantes se enlouquecerem atrás de recursos para suas startups, investidores, co founders, fornecedores, programadores e por aí vai, brigarem com unhas e dentes para terem o melhor possível, e quando conseguirem ficarem com aquela opção sem pensar por um único segundo na possiblidade daquilo não dar certo. Do investidor mudar de ideia, do fornecedor subir o preço, do programador se demitir, do co founder não comprar o sonho do negócio.
No final das contas, ficar sem o UBER me mostrou que devemos sim sempre buscar aquilo que é melhor para nós e nossos negócios, mas entender que as vezes precisamos mudar e nos adaptar, ter um plano B para quando o que queremos não funcione, afinal, muitas vezes é melhor gastar um pouco mais, ou reduzir suas exigências do que ficar impossibilitado de fazer o que é preciso que seja feito!

Mensagem do Editor

Ei, tudo bom?

Gostaria de agradecer pela visita! Meu nome é Felipe Moreno, sou editor-chefe do StartSe e, como muito de vocês, dono de uma (minúscula) startup de mídia.

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