O caso do balão vermelho!

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Por Felipe Wasserman

19 de julho de 2016 às 17:15 - Atualizado há 4 anos

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Nos últimos dias eu parei para refletir sobre os momentos e histórias que definiriam o meu modo de pensar e agir!

Na hora me lembrei de um caso muito marcante. Foi quando eu trabalhava na L´Oreal (10 anos atrás) e estava participando de uma reunião sobre um comercial para um produto de espinha!

A agencia veio com uma ideia que eu amei de primeira. Era uma menina caminhando pela cidade e aparecia um balão vermelho seguindo ela em todos os lugares. Até que ela chega no quarto e percebe que tem uma espinha. Nesta hora ela pega o produto passa no rosto e o balão que está atrás estoura.

Era um modo lúdico de falar sobre espinha (que não é uma coisa bonita) e a impressão que existe em todos os adolescentes que quando você tem uma espinha, além de todo mundo reparar, ela te persegue em todos os lugares e você não consegue se esconder.

Além de ser um comercial simples e efetivo, ele seria perfeito para o merchandising pois colocaríamos em todas as lojas na gondola um balão vermelho o que já chamaria a atenção da campanha de longe.

Tudo parecia perfeito até o diretor que era um pouco mais conservador e nunca aprovava nada de primeira começou a falar as frases que me marcaram para sempre:

  • Mas este anuncio não tem as características tradicionais da marca!
  • Falta mostrar tecnologia!
  • Por que criar algo novo e diferente se o comercial internacional já funciona em vários países!

No final das contas a agencia teve que incluir todos os pedidos deles. Obviamente o comercial inovador se tornou num anuncio de espinha básico e sem graça. Para quem ainda não percebeu todos são iguais: “Uma adolescente linda descobre que tem uma espinha e ela fica desesperada e abre a gaveta acha o produto e passa no rosto. Neste momento a cena corta e aparece umas imagens por 5 segundos falando de tecnologia. No final ela está linda, feliz e sem espinha conversando com algumas amigas! (Coloca a marca que desejar no final)”

Neste momento eu aprendi sobre a “Regra 3” de uma música do Toquinho que fala que “menos vale mais”. Quem necessita falar de todas as características sobre um produto faz com que nenhuma se sobressai e acaba não sendo lembrado por nada.

Conclusão: Confie no seu sentimento. Quem quer fazer o perfeito ou o garantido acaba perdendo a essência e fazendo simplesmente algo parecido com que já existe sem dar espaço para a criatividade!