O bloqueio do Whatsapp e a luta do empreendedor brasileiro

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Por Júnior Borneli

19 de julho de 2016 às 14:17 - Atualizado há 4 anos

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Um juiz do Rio de Janeiro decidiu, de novo, bloquear o Whatsapp no Brasil. Essa é quarta vez que isso acontece, em pouco mais de 1 ano. A primeira vez foi em 25 de fevereiro de 2015.

Às vésperas das Olimpíadas e em um momento de tentativa de retomada do crescimento econômico, atitudes como essa caem como um balde de água fria nos planos de empresas brasileiras e estrangeiras que querem apostar no Brasil.

Vale lembrar que em março desse ano o vice-presidente do Facebook para a América Latina foi preso no Brasil porque a empresa, que é dona do Whatsapp, afirmou não ter condições técnicas de entregar as informações solicitadas pela Justiça porque não as armazena, respeitando assim a privacidade dos seus usuários.

Fica no ar a pergunta: qual grande investidor apoiará uma empresa de um país onde a Justiça pode, sem qualquer conhecimento técnico e operacional de um sistema, retirar um serviço do ar prejudicando mais de 100 milhões de usuários e gerando milhões em prejuízos?

Enquanto vemos exemplos grandiosos de apoio intenso ao desenvolvimento de startups e empresas inovadoras no Chile, em Israel, na Colômbia (!) e em tantos outros países, nos colocamos lado a lado com Síria, Bangladesh e Coréia do Norte.

Os casos em que a Justiça e os legisladores jogam contra o surgimento de empresas inovadoras no país são inúmeros. Veja o caso do Uber, em que deputadores e vereadores decidem se o serviço deve ou não ser oferecido nas cidades e Estados. A cada acontecimento como esse, é preciso tirar o chapéu para os empreendedores brasileiros, que lutam para criar novos negócios, gerar empregos e contribuir para o desenvolvimento econômico.

Temos exemplos extraordinários de empreendedores como Gustavo Caetano, da SambaTech, que criou a maior plataforma de vídeos da América Latina, concorrendo com o YouTube. Temos ainda Tallis Gomes, criador do Easy Taxi, o maior aplicativo de táxis no mundo, que revolucionou essa indústria em 2011, quando surgiu. Sem falar de David Velez, criador do Nubank, empresa criada em 2013 e hoje concorre diretamente com Bradesco e Itaú.

O Brasil é um país de empreendedores talentosos, criativos e corajosos, que além de superar os desafios econômicos e políticos em que vivemos, precisam se preocupara com uma Justiça cada vez mais cega.

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