O “apocalipse do varejo” chegou apenas para quem não muda e não inova

O consumidor está sempre em mudança. Seus gostos e hábitos estão sempre em movimento.

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Por Da Redação

13 de novembro de 2017 às 16:21 - Atualizado há 2 anos

Sir Winston Churchill uma vez disse a seguinte frase: “to improve is to change, to be perfect is to change often”. Em português, ele disse que melhorar é mudar, e ser perfeito é mudar com frequência. Nada poderia estar mais certo do que essa afirmação do primeiro-ministro do Reino Unido durante a 2ª Guerra Mundial.

Naquela época, as lojas ainda eram pequenos armazéns utilitários onde as pessoas entravam, pegavam poucos itens e saíam. A economia era muito mais voltada para “necessidades” do que “desejos” e os produtos eram muito mais padronizados e sem “gosto individual” do que os atuais. Haviam poucas “grandes marcas” varejistas e a maioria das lojas eram operadas individualmente.

30 anos depois, o varejo mundial começou a mudar fortemente com o crescimento de grandes grupos. Nos Estados Unidos, o Walmart nasceu, enquanto aqui no Brasil o Pão de Açúcar (uma pequena loja de família em uma região nobre de São Paulo) se tornava um gigante. Supermercados e lojas de departamento transformavam o varejo de forma significativa no mundo inteiro.

Muitas lojas de rua começavam a se transformar em redes e passavam a ser administradas de maneira de diferente. A ciência de vender começava a se tornar cada vez mais utilizada – as grandes varejistas começavam a testar o posicionamento de produtos para incentivar vendas, por exemplo, algo impensável na década de 40.

Incentivar o gasto do dinheiro do cliente passou a ser uma necessidade maior para a varejista, não apenas para a fabricante do produto em si. Ou seja, enquanto a Coca-Cola gastava milhares de dólares para fazer o marketing de seus produtos e incentivar os clientes a quererem bebê-los, cabia ao Pão de Açúcar deixar as bebidas geladas ao lado do caixa para fortalecer a compra por impulso.

Contudo, as mudanças não pararam por aí. O consumidor está sempre em mudança. Seus gostos e hábitos estão sempre em movimento. A partir da década de 90, ele passou a ser cada vez mais propenso a comprar seus produtos pela internet, seja por comodidade ou por encontrar uma variedade maior de opções através dela.

Isso está tendo um efeito destruidor nos Estados Unidos atualmente, uma tendência que deverá chegar no Brasil nos próximos anos. Lá, já estão chamando de “retail apocalipse”, pois este ano já se fecharam mais lojas (incluindo com grandes redes fechando TODAS as suas) do que em ano de crise. Grandes nomes como Toy R’Us e Radioshack simplesmente sumiram este ano, pedindo falência.

O que aconteceu com eles? Basicamente, pararam no tempo. A Tou R’Us nunca conseguiu um modelo sustentável de venda de brinquedos pela internet. Chegou a fazer um acordo com a Amazon para gerir sua loja online… e acabou entregando o ouro para a empresa que iria, eventualmente, lhe matar.

Ao mesmo tempo, nunca conseguiu ir além do que era a experiência tradicional de compras em suas lojas. Muitas varejistas entenderam esse “recado” e transformaram suas lojas em grandes vitrines para seus produtos. Entrar numa loja da Granado, por exemplo, lhe permite sentir milhares de essências e cheiros (algo que ainda não é possível pela internet) e se apaixonar pelos produtos.

E mais do que nunca, a “ciência das vendas” é extremamente necessária. Aquilo que começou algumas décadas atrás em colocar os produtos em posições de destaque evoluiu e se tornou um grande mercado, com várias startups realizando trabalhos para aumentar a rentabilidade do lojista e garantir sua sobrevivência no século XXI – aumentando vendas e reduzindo custos.

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