Nossas crianças estão obsoletas: ou muda a educação ou o Brasil não tem futuro

Da Redação

Por Da Redação

8 de março de 2017 às 15:58 - Atualizado há 4 anos

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Olhe ao seu redor. Absolutamente tudo mudou radicalmente desde a época em que seus pais tinham sua idade. Menos uma coisa: a escola. Ela continua ensinando as mesmas coisas de sempre, com os alunos passando por uma grande prova no final para determinar quem entra em qual faculdade.

E não tem reforma do ensino médio que resolva tão facilmente. A verdade é: nossas escolas estão absolutamente atrasadas. E isso gera um ensino obsoleto para nossas crianças, que é uma grande perda de tempo. Aliás, você provavelmente já viu a matéria de que 60% dos jovens estão aprendendo profissões que vão deixar de existir.

É um fato: nossas crianças estariam muito mais preparadas para o futuro se o ensino fosse, de fato, algo moderno. “O ensino tradicional não está adequado para a necessidade das nossas crianças. Existem 3 grandes problemas com o sistema educacional hoje”, alerta Josef Rubin, fundador da Escola Conquer.

Ao menos, saber que a situação é esta já é meio caminho andado para mudar. “O primeiro grande passo para essa mudança é as pessoas adquirirem consciência de que o atual modelo educacional está defasado. Acredito que toda grande mudança começa, primeiramente, dentro de nós”, completa.

Tentamos ajudar nessa discussão através do Edtech Class, um evento em São Paulo para tratar de inovação tecnológica voltada para educação e como isso pode fortalecer o Brasil. Acreditamos que a tecnologia pode ser o principal driver para resolvermos os três problemas mencionados por Josef e muito mais. Com nossas crianças bem educadas, podemos ser um país mais forte e desenvolvido.

Primeiro problema

“O primeiro problema é o conteúdo ensinado. As matérias ensinadas não têm aplicação prática no dia a dia ou futuro dos alunos”, afirma Josef. De fato, ninguém usa os conhecimentos em geografia, história, matemática, química ou física no cotidiano. Tanto que países como Austrália já estão substituindo algumas dessas matérias por programação.

Uma mudança dramática na grade curricular seria a solução para que nossas crianças não aprendam mais matérias ultrapassadas. “A solução é ensinar matérias com aplicabilidade prática para a vida dos nossos alunos e que forme cidadãos com elevado pensamento crítico, alta criatividade e capacidade de execução, desenvolvendo, basicamente, autonomia nos alunos”, acredita.

Há boas iniciativas, como as escolas que tentam desenvolver o aluno, como o ensino montessoriano ou construtivista – mas, de maneira geral, nosso ensino é muito focado no vestibular. “Na Conquer, por exemplo, ensinamos matérias como produtividade, inteligência emocional, como falar em público, pensamento crítico, negociação e muitas outras”, salienta.

Segundo problema

“O segundo problema é que as aulas são monótonas, dadas da mesma forma em que há 200 anos atrás. Por consequência os alunos não se engajam e pouco participam das aulas, o que reduz muito o aprendizado”, destaca Josef. Ou seja, se a maioria dos alunos está prestando atenção em outras coisas, como o celular, não tem ensino que preste.

É necessário uma mudança completa neste sentido. “A solução seria mudar a forma como as aulas são dadas. Trazer experiência e projetos para a sala de aula. O aprendizado através da experiência sempre será superior ao aprendizado através da teoria”, afirma Josef. De fato, seria muito mais interessante PRODUZIR o conhecimento do que vê-lo em teoria.

As provas também precisam ir embora. “Precisamos também mudar o nosso sistema de avaliação: mais do que implementar o pensamento de que existe certo e errado para todas as coisas no mundo, precisamos utilizar a meritocracia, e valorizar os resultados, a curiosidade e a criatividade”, completa.

Terceiro problema

Além do mais, é necessário que os professores estejam mais alinhados com o que eles estão ensinando. “O terceiro problema é que os professores têm formação teórica e não prática naquilo que ensinam. Este é um dos temas mais sensíveis, pois os sistemas de educação valorizam mais diplomas e cursos formais do que a experiência”, completa.

Professores precisam ter noção prática do que falam, não apenas ter aprendido em uma sala de aula também ultrapassada na faculdade. “A solução para reverter este quadro precisamos passar a trazer, e a valorizar professores com experiência prática naquilo que ensinam. Mudar o sistema de recrutamento, avaliação e seleção dos professores é essencial para que essa mudança seja feita”, salienta.

Essas mudanças deverão ser o suficiente para que a educação seja completamente transformada – e levar o Brasil ao desenvolvimento. “Acredito que estas 3 sejam grandes tendências para o futuro da educação e sou um grande entusiasta deste novo modelo de educação transformadora”, destaca Josef.

Transformação do ensino

Mas como isso pode ser feito? Através de bons exemplos na iniciativa privada, puxados por empreendedores visionários que desejam transformar a educação. “Entendo que a melhor forma para começar a mudança é a partir da iniciativa privada, através de escolas inovadoras, que irão liderar essa mudança através do exemplo, com resultados concretos”, afirma o fundador da Escola Conquer.

Tudo é parte de um processo. O que ocorre na iniciativa privada, por exemplo, vai para o poder público depois de demonstrado o sucesso e evolui. “Com o tempo, o sistema educacional por completo irá ter de se reinventar. Transformar a educação é o nosso sonho grande, mas isso não acontece da noite para o dia”, termina.

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