No empreendedorismo, mulheres ainda são apenas 1/3 do total

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Por Júlia Miozzo

8 de março de 2016 às 13:17 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – O mercado de empreendedorismo está cada vez mais aquecido em todo o mundo. No Brasil, a taxa é a mais alta dos últimos 14 anos, com quatro em dez brasileiros adultos mantendo sua própria empresa.

Entretanto, nem tudo no mundo das startups é perfeito: mesmo em um mercado diversificado como esse, com o intuito de inovação constante, as mulheres continuam sendo minoria – o que não é nenhuma novidade. Uma pesquisa recente do Sebrae mostra que nos últimos dez anos o número de mulheres empreendedoras teve um crescimento maior do que o de homens, de 21,4% contra 9,8%, mas o sexo feminino ainda está em menor número.

Números comprovam
Um levantamento realizado pelo escritório de contabilidade online Contabilizei aponta que as mulheres representam somente 33% do total de cadastros para abertura de empresas. Esse número é 10% maior do que o registrado em 2015. Mesmo com esse crescimento, a relação entre mulheres e homens é de apenas uma em cada três.

O CEO da Contabilizei, Vitor Torres, ainda ressalta que o perfil é de mulheres entre 25 e 35 anos que atuam, na maioria, nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

“Realizamos nossas avaliações de quociente empreendedor para preparar novos empreendedores e aperfeiçoar aqueles que já estão no mercado, e verificamos que, na prática, as mulheres ainda somam um número baixo entre os profissionais de diversas áreas interessados em abrir um negócio”, disse Thiago de Carvalho, fundador da Clinton Education e um dos idealizadores da ferramenta QEMP, abreviação de Quociente Empreendedor.

Ainda segundo Thiago, as mulheres representam apenas 30% dos interessados em montar um negócio ou abrir uma nova frente de trabalho. O executivo também ressalta que a desproporção entre homens e mulheres é evidente no ecossistema de startups, universidades e competições de negócios.

A explicação
Para Thiago, existem uma explicação possível para essa menor participação das mulheres no mercado é a inserção relativamente recente das mesmas no ambiente formal de trabalho.

Dados apontam que a participação de mulheres acima de 15 anos no mercado de trabalho é de 50%, número menor do que em 2000, que era de 52%. A dos homens é de 79%.

“Isso gera uma espiral da qual é difícil sair: para as mulheres, parece ser mais seguro manter uma posição assalariada em um emprego tradicional do que arriscar abrir uma empresa, mesmo porque elas não encontram muitos exemplos de empreendedoras de sucesso”, afirmou Thiago.

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