Não falem que tal aplicativo é contra lei! Startup também é quebrar regras

Da Redação

Por Da Redação

17 de outubro de 2016 às 13:43 - Atualizado há 4 anos

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Estou escrevendo mais um texto por conta um velho aplicativo conhecido de vocês: o Monepp, um aplicativo que permite você trocar moeda estrangeira com outros usuários. Já fizemos uma matéria sobre eles (inclusive chamando-os de Uber do Câmbio) e conversando com o CEO da startup, Felipe Barbosa, sobre fintechs.

Fato é: a matéria foi um sucesso GIGANTESCO. Aproximadamente 35 vezes mais lida do que a média de matérias. Vira e mexe eu recebo um e-mail de alguém querendo comprar dólar e confundindo o Monepp com o StartSe (sim, é verdade, acontece). E também recebo muito e-mail falando uma coisa: “tire essa matéria do ar, esse aplicativo é ilegal”.

Bom, agradeço a preocupação, mas calma! Não se desesperem. Primeiro, na pior das hipóteses esse aplicativo atua em uma área cinzenta da legislação. Segundo, vários aplicativos que surgiram e mudaram sua vida se basearam em mudanças que, na lei como posta hoje, seriam ilegais. E a gente precisa entender que eles, quebrando regras, resolvem problemas que a lei tentou resolver de outro jeito.

A Uber, por exemplo, era totalmente ilegal quando chegou no Brasil. O transporte de passageiro tinha que ser feito apenas por carros credenciados na prefeitura, que recebiam placa vermelha. Isso foi feito para impedir que pessoas estranhas oferecessem o serviço de maneira insegura para os usuários (e com um padrão de qualidade).

Já a Uber resolveu esse mesmo problema através do sistema de pontuação, de GPS, mapas e pagamento centralizado. Isso é a segurança e o padrão de qualidade para o usuário do aplicativo. Fazendo a mesma função que a placa vermelha fazia quando foi inventada. Entendendo isso, o poder público liberou a Uber, mas não sem uma briga imensa entre o mercado estabelecido e a nova empresa.

O Monepp é uma fintech que está mudando a forma como o mercado de câmbio é feito no Brasil por permitir que pessoas troquem moeda entre si. É natural que as corretoras de câmbio reclamem dela, como os taxistas reclamaram da Uber. E na verdade, o Monepp é menos substituição das casas de câmbio do que os Uberes são do táxi.

É imenso o potencial que fintechs possuem para mudar a sua vida financeira – mesmo que isso signifique quebrar, no começo, algumas regras. Para te ajudar a entender isso, o StartSe tem duas iniciativas: a primeira, um hangout com Marcelo Maisonnave, fundador da XP Investimentos e a segunda o Fintech Class, o maior evento do setor do Brasil, que conta com a participação de Nubank, GuiaBolso e Banco Original, entre outros.

Se o Monepp muda o mercado de câmbio, outros tantos mercados podem ser alterados. É questão de tempo até algum aplicativo entrar na Bolsa de Valores (como existe o Robinhood nos EUA) e a mudará. Empréstimos, outro setor reguladíssimo, também poderão ser facilitados pelo peer-to-peer lending (aqui no Brasil já existem startups que fazem isso).

Enfim, surgirão cada vez mais inovações que resolverão os problemas das pessoas, conflitando com as regulações em voga no Brasil. Ao ver que essas inovações são benéficas e resolvem antigos problemas através da tecnologia, os reguladores vão acabar cedendo e liberando-os no Brasil. É questão de tempo.

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