Montadoras correm atrás de aplicativo de carona para sobreviver

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Por Lucas Bicudo

25 de Maio de 2016 às 17:51 - Atualizado há 4 anos

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Montadoras tradicionais estão colocando seu dinheiro em startups de caronas e, no intervalo de algumas semanas para cá, a prática se tornou algo de grande importância no ecossistema automobilístico.

A GM começou a onda investindo US$ 500 milhões no Lyft. Ontem, a Toyota se aproximou do Uber, sem os valores divulgados. Na semana passada, foi a Volkswagen que adquiriu parte do serviço do Gett, por US$ 300 milhões. Todas elas fãs do corporate venturing.

Não é pouco dinheiro, mas avaliando como o mercado reagiu ao Uber, que tem um valuation de US$ 60 bilhões, tratam-se de entradas cautelosas. Para se ter uma comparação, uma montadora gastaria no desenvolvimento de um novo modelo mais de bilhões, fora sua inserção no mercado.

Você pode observar claramente no que essas montadoras se beneficiam com o crescimento do novo modelo: quando incorporadas em um esquema desses, ao invés de venderem centenas de carros descontados para esse serviço de carona, a montadora irá financiar, arrendar ou alugar um novo veículo para que os motoristas estejam sempre atualizados. Os condutores de Uber poderão adquirir modelos Toyota através de seus ganhos na plataforma.

Esse não seria um atrativo para os peixes grandes se essas startups não tivessem um padrão de qualidade em sua cartilha de carros disponíveis. Um Toyota Camry é razoável em um táxi amarelo, mas não como um veículo do Uber, que está chancelado sob a bandeira de carros modernos e executivos. É sempre necessária a manutenção e troca das frotas.

Eaí estamos aqui. Essas startups municiaram as montadoras com balas capazes de mudarem toda a dinâmica de como elas lidam com vendas de frotas. E tudo que precisam fazer é investirem alguns poucos milhões de dólares.

Muito dos comentários que estão permeando a discussão apontam para uma relutância latente da indústria automobilística secular, frente a onda disruptiva de novas empresas com novas ideias, que irão mudar a forma como lidamos com o conceito de veículo como propriedade.

(via Business Insider)

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